Requião leva em um mês o que um pobre ganha em 17 anos
Quando era governador, o senador Roberto Requião costumava repetir incansavelmente sua conversão a Carta de Puebla, um documento do Vaticano que recomenda a opção preferencial pelos pobres.
Eleito senador, na maior estica, Requião tratou de se precaver contra a possibilidade dele mesmo vir a se tornar um pobre. Além do salário de R$ 26 mil de senador, requereu a pensão de ex-governador, de R$ 24 mil, com o que passou a embolsar R$ 51 mil por mês.
Para receber os R$ 51 mil que Requião leva por mês, um verdadeiro pobre, digamos, alguém que recebe o salário mínimo de R$ 545,00 do governo Dilma precisaria trabalhar 7 anos e meio.
Se a pobreza que o novo marajá de Puebla, Requião, se referia em seus monólogos na escolinha era mais visceral – a de um cidadão que sobrevive graças ao Bolsa Família, de R$ 242,00, por exemplo – seria preciso economizar durante 17 anos para amealhar aquilo que o senador Requião embolsa todos os meses.
(Fábio Campana)