Reforma política: tava bom demais, até agora
A presidente do Brasil, Dilma Roussef, surpreendeu o país depois de propor um plebiscito para discutir uma possível, eventual, reforma política.
Só que, pouco tempo depois, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao reiterar o gosto de sua chefe maior, disse que o governo vai enviar a proposta de plebiscito para o Congresso Nacional, que deverá autorizar a consulta popular. As datas que serão sugeridas pelo governo serão 7 de setembro ou 15 de novembro, mas caberá aos congressistas determinar quando o plebiscito vai ocorrer, e se será ainda este ano.
Aí é que está a questão. Mais uma vez, a vontade do povo vai depender da aprovação deles. Mais ou menos assim: ‘Vamos ver se queremos realmente mudança ou se está bom do jeito que está. Nós decidimos e ponto.’
Mercadante disse que é um sentimento unânime que o país precisa de uma reforma política. “O Brasil precisa de uma reforma política para oxigenar as instituições, para modificar padrões eleitorais, partidários. Esse objeto da reforma política será instituído por um plebiscito”.
Só que a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ressaltou que a proposta tem que passar pelo Congresso Nacional. “Uma Constituinte específica para reforma política é uma deliberação do Congresso Nacional, e marcar plebiscito também uma deliberação do Congresso Nacional”, disse.
Não sei se estou sendo pessimista demais, mas isso não esta me cheirando muito bem. A presidente sugere um plebiscito. Os ministros dizem que é o Congresso quem decide se eles querem saber a vontade popular ou não. Um joga para o outro… o tempo passa… os ânimos do povo diminuem… e a barriga vai crescendo.