Professora Vilma manifesta-se em defesa da Educação de Jovens e Adultos

Diante da manutenção da instrução 008/2013 da Secretaria de Estado da Educação (Seed) profissionais da educação se reuniram nesta quinta-feira, 30, em Curitiba, em defesa da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A vereadora, professora Vilma (PT), também participou da ação que contou com seminário e mobilização.

Na sede da APP-Sindicato, os profissionais discutiram a resolução que foi publicada no ano passado e, entre outras normativas, delimita o número de vagas e até a extinção da modalidade em algumas das escolas do Paraná. O objetivo do encontro foi reverter o quadro traçado pelo governo do estado que dificulta a matrículas dos alunos trabalhadores e desconsidera as peculiaridades do público da EJA – trabalhadores com períodos restritos e muitas vezes irregulares para o estudo.

Com o cenário que se desenha e após a troca de relatos entre os educadores, foi citado que a Seed está abrindo caminho para que a EJA seja repassada para fundações privadas.

Para Vilma que defende a educação pública, gratuita e de qualidade a medida é inaceitável. “O governo de Beto Richa mais uma vez traz com força sua política privatista. Almeja transferir a Educação de Jovens e Adultos para o Sistema S. Tal barbárie nos preocupa. Cabe a nós confrontar esse modelo de governo e enfrentar com seriedade, mostrando às famílias do Paraná que retirar da Secretaria da Educação essa atribuição é no mínimo distribuir educação pública para as prateleiras do terceiro setor”, critica.

Após a reunião, os educadores cobraram a revogação da instrução em frente à sede da Secretaria da Educação. Um grupo participou da manifestação enquanto uma comissão tentou a negociação e buscou explicações para vários pontos que consideram inviáveis de executar. Após quase três horas de conversa, pouco ficou definido e foi sinalizado que a instrução não será suspensa. “Alguns pontos serão alterados, mas a negociação não foi fácil. O governo não quer abrir mão de aplicar a instrução 008/2013 que retira o direito dos alunos de se inscreverem de forma individual, mas a nossa luta é forte e não abriremos mão dessa conquista”, afirma a professora Vilma após acompanhar toda a mobilização.

De acordo com a professora, pensar a educação de jovens e adultos é também pensar a diversidade, nas diferentes formas de existência e de aprender. “Acolher jovens e idosos é pensar uma educação com outras especificidades, demandas essas, diferentes das crianças. Por isso acolher na escola pública essas pessoas é tarefa do poder público. Não considerar as possibilidades de atenção em horários diferenciados e atender de forma individual essas pessoas é entender que o tempo de apropriação de conhecimento por essas pessoas não é linear”, completa.