Plenário vazio: Câmara volta à normalidade após votação de processo contra Tureck

A Câmara Municipal de Campo Mourão se reúne a cada 15 dias, sempre nas segundas e terças-feira. A foto mostra o que se vê praticamente em todas as sessões, o plenário quase vazio. Além dos 10 vereadores, que tem obrigação de frequentar as reuniões, alguns poucos assessores e servidores da Casa de Leis aparecem para acompanhar as votações e debates. E, costumeiramente, esses encontros não passam de 30 minutos, como foi a reunião desta terça-feira (12), bem diferente da sessão de ontem, onde um bom público apareceu para acompanhar a votação do processo que poderia cassar o prefeito da cidade, Nelson Tureck, e por consequencia durou mais de duas horas.

Quem esteve de diferente na reunião de hoje foram duas mães, que no final perguntaram sobre a segurança nas escolas, citando a tragédia do Rio de Janeiro. Um vereador respondeu rápido, dizendo que já estava vendo alguma coisa sobre o assunto, e outro afirmou que já protocolou um requerimento pedindo a instalação de câmeras em todas as escolas. Papo rápido, resposta dada, final de sessão. Mas foi o diferencial, uma VERDADEIRA inteiração entre o vereador e a população.

Mas, qual seria o motivo de tamanho descaso da população em acompanhar o que os vereadores estão fazendo? Falta de informação onde eles se reúnem? Creio que não. Falta de projetos que interessem à população? Também não pois, na sessão de hoje mesmo foi votado o aumento de 6% no salário dos servidores municipais, e nem mesmo os beneficiados deram as caras.

A verdade nua e crua, é como costuma dizer o vereador Isidoro Moraes: ‘Todo mundo não está nem aí’. É isso mesmo, cada um cuida de seu próprio umbigo. Ninguém quer saber o que um monte de homens ficam discutindo em uma mesa, um do lado do outro. Fora as raras exceções daqueles que tem interesse em algo pessoal, ninguém acompanha.

Depois vem a cobrança: ‘Esse vereador não fez nada por nossa cidade, não voto mais nele’. Culpa de quem? Do nobre Edil claro, que realmente entrava quieto e saía calado das sessões. Mas também leva a culpa quem votou no cidadão, mas nunca apareceu para, pelo menos, fazer uma pressãozinha no sujeito.

Se pelo menos umas 10 mães, como as que estiveram na sessão desta terça-feira, acompanhassem o que a Casa de Leis vota ou deixa de votar, acredito que já seria uma grande revolução.

(Fernando Lorenzzo)