O salário aumentou, piorou!

Dias destes acompanhei minha esposa no supermercado. Confesso que fiquei atordoado com os preços dos produtos básicos para a alimentação.

Uma dúzia de ovos: R$ 3,49; um litro de leite: R$ 2,80; 5 kg de arroz: R$ 14,25. A lista é grande. E olha que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontou queda da cesta básica no mês de agosto.

Digamos que uma família composta de pai, mãe e dois filhos consuma um litro de leite por dia. Em um mês, R$ 84,00, o equivalente a quase 13% do salário mínimo. Isso só em leite. Depois vem: feijão, arroz, óleo de cozinha, ovos, farinha, sal, açúcar, macarrão, verduras, legumes, fermento, fubá, carne, pão, margarina… Daí tem os itens de higiene como, escova de dente, creme dental, sabonete, sabão, detergente, água sanitária, sabão em pó, papel higiênico… e outros. Só que não para por aí. Ainda tem roupas, calçados, material escolar, dinheiro para o transporte, água, luz, gás, aluguel…

Não dá. A conta não bate. No Brasil, a grande maioria dos trabalhadores não consegue sustentar dignamente sua família. Não é porque o salário é baixo, mas a vergonhosa forma como o povo é enganado assusta.

O governo anuncia um mísero aumento de salário e, antes mesmo do trabalhador ser “beneficiado” com a diferença na folha de pagamento, tudo, absolutamente tudo já mudou de valor. A diferença no mercado acaba sendo maior do que o aumento de salário. Assim, melhor seria se continuasse como estava, não é mesmo?