O ciclo do poder

Hoje recebi o texto de um leitor que, segundo ele, se encaixava nesta seção: ‘Entrelinhas’. Ele estava correto. Talvez você tenha tirado as mesmas conclusões dos últimos fatos ocorridos em nossa cidade. Talvez, não. Use os comentários abaixo e expresse sua opinião.

Carta do leitor:

‘Numa dessas noites que passou fora de sua cidade, refugiada de problemas, ela talvez tenha afagado o travesseiro e pensado em tudo que vinha dando errado. Nos últimos dias havia enfrentado vaias, acusação de tentativa de tráfico de influência e teve até um subordinado preso no desmantelo de um esquema de arrecadação dentro de seus domínios.

Houve um prejuízo político que exigiu da dona da palavra um discurso que gerenciasse com êxito a opinião pública. Saiu-se como pôde dos seguidos confrontos e, no último golpe saiu-se mesmo. Deixou os limites da cidade. E lá bem longe de tudo intuiu que precisava se fortalecer.

Quando voltou, deu mais algumas respostas, atacou inimigos e, inesperadamente, recorreu a um pedido público de perdão. Reconheceu que errou com um aliado, cujo apoio fundamental de sua vitória respondeu negando a prometida participação em seu governo e, não contente, agiu pessoalmente para evitar sua continuidade à presidência do parlamento. Um duro golpe do qual, nesse momento de fraqueza, quer se redimir.

É… na política, os inimigos fazem outros inimigos, amigos; especialmente quando você brigou tanto que faltam opções para novas alianças.’