Nivalda promete gestão participativa e responsável

Com o objetivo de apresentar de forma democrática aos eleitores mourãoenses as propostas dos três candidatos que disputam a eleição municipal para o cargo de prefeito(a) de Campo Mourão, no dia 15 de novembro, estaremos publicando a partir de hoje, até sexta-feira, entrevista com todos eles.

As publicações serão por ordem alfabética e todos responderão as mesmas perguntas. Portanto, a primeira entrevista será com a candidata Nivalda Sguissardi (PT). Amanhã (quinta-feira), será a vez de Rodrigo Salvadori (Progressistas) e, na sexta, publicaremos a entrevista com Tauillo Tezelli (Cidadania).

Caso seja eleita, a candidata do PT promete uma gestão participativa e responsável. “Porque sabemos que a forma como a cidade tem sido conduzida não atende com eficiência o que precisamos”, disse ela. “Faremos um governo transparente e eficiente.”

Confira a entrevista…

Porque o eleitor deve eleger Nivalda para prefeita de Campo Mourão?
Porque somos a opção diferente. Não somente diferente entre os outros candidatos, mas diferente entre tudo o que já foi apresentado na política mourãoense. Temos um foco no Orçamento Participativo, que amplia a democracia participativa e sabemos que toda a sociedade deve ser atendida. Nossa proposta de governo participativo é a grande novidade em Campo Mourão.

Como está sendo sua campanha eleitoral devido as restrições do Covid-19?
O uso de máscara e álcool em gel é obrigatório. Temos o cuidado de higienizar nossos espaços de convivência. A gente tem uma equipe que está atenta a sintomas entre os integrantes e seguimos os protocolos de biossegurança para evitar contaminações.

Redes sociais, mais ajudam ou atrapalham?
O que atrapalha não são as redes sociais. Elas são extremamente úteis para estabelecer o diálogo, para ampliar as redes de contatos e permitem a disseminação das ideias. Quando utilizada com responsabilidade e respeito é um excelente ambiente, um espaço democrático. Temos utilizado as redes sociais para a divulgação de nossas atividades e propostas. O problema são as pessoas desrespeitosas que difundem as fake news.

Qual a maior carência de Campo Mourão hoje, e como solucionar?
A representatividade social. Eu ando pelos bairros e vejo que as pessoas não se sentem representadas, sentem-se sem voz. Por isso que o nosso carro-chefe é um governo participativo. É por meio dele que solucionaremos este e os demais problemas de Campo Mourão. Chegar próximo do problema, ter diversos olhares para que tenhamos condições de alcançar as melhores ações que atendam a população. E toda a população, tanto do Centro quanto do Bairro.

Como será seu tratamento com o funcionalismo público municipal, caso seja eleita?
Somos uma chapa de trabalhadores. Conhecemos o dia a dia dos servidores e funcionários. Vamos lutar pela valorização do servidor público e do trabalhador de modo geral. Por isso, nos sentimos capazes de fortalecer o diálogo com toda a classe trabalhadora. Será um excelente relacionamento. Uma busca por um ideal de humanização nessas relações.

Algum projeto para o Parque do Lago, cartão postal da cidade e que está tomado pelo assoreamento?
O nosso primeiro passo seria a realização de uma audiência pública. Chamar técnicos ambientalistas e urbanistas. Estabelecer um plano de trabalho sólido. Estudar o que é necessário para licitar quem fará a resolução. Não quero simplesmente contratar para soluções superficiais ou temporárias, como tem sido feito. Dinheiro público tem que ser respeitado.

Campo Mourão precisa urgentemente do estacionamento rotativo. Como a senhora pretende resolver essa questão e fazer com que o projeto saia do papel?
O estacionamento rotativo é importante, mas a causa da falta de vagas não está sendo tratada. O fato é que, nossa cidade é muito mal assistida pelo transporte coletivo. Isso faz com que a dependência do automóvel ou motocicleta aumente. Tirar do papel o estacionamento rotativo é importante, mas só pensar nele não soluciona o problema.

Outro grave problema é a insegurança no comércio. Furtos e roubos ocorrem com frequência e a polícia reclama a falta de efetivo. Qual seu plano de governo referente a isso?
Embora a segurança pública seja responsabilidade do Estado (ficou confuso), o diálogo com a administração pública estadual é necessário para que os recursos sejam distribuídos de forma a atender melhor as necessidades de Campo Mourão. Aumentar o efetivo é responsabilidade do estado. E é bom lembrar que segurança pública não é apenas efetivo policial, não é apenas ter um sistema de vigilância, mas trabalhar com as causas da violência.

Caso eleita prefeita, o que Campo Mourão pode esperar de Nivalda?
Uma mulher que tem um histórico de luta em defesa da classe trabalhadora, por uma sociedade mais justa e solidária. Uma gestão participativa e responsável. Um governo para todos e todas. Porque sabemos que a forma como a cidade tem sido conduzida não atende com eficiência o que precisamos. Um governo transparente e eficiente.

Criado em 2012 em Campo Mourão, o plano diretor tem como objetivo estabelecer os critérios para o atendimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, com base em diversas diretrizes. Caso seja eleita, o plano diretor estabelecido no município será levado à risca por sua gestão?
Em primeiro lugar, quando converso sobre Plano Diretor com a população, ela fica perdida. Ela não sabe do que se trata. É urgente levar este conhecimento para a sociedade toda. E através dessa ação, fazê-lo realidade, nunca se esquecendo de que ele deve atender à população, que ele é essencial para a construção de uma Campo Mourão eficiente e justa para todos e todas.