“Me causa perplexidade, ouvir que hackers podem invadir a urna eletrônica”, diz presidente do TRE-PR

O evento reuniu juízes eleitorais e chefes de cartório das comarcas de Peabiru, Engenheiro Beltrão, Terra Boa, Mamborê, Barbosa Ferraz e Iretama – Foto: Redação/Tasabendo.com

Em reunião na manhã desta quinta-feira com os juízes eleitorais e chefes de cartórios da região de Campo Mourão, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), Desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, defendeu a transparência da urna eletrônica. Disse que não há motivos para qualquer tipo de desconfiança com o equipamento.

O evento ocorreu na sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Campo Mourão, reunindo representantes das comarcas de Peabiru, Engenheiro Beltrão, Terra Boa, Mamborê, Barbosa Ferraz e Iretama.

“Me causa perplexidade quando ouço esse tipo de comentário, de que hackers podem invadir a urna. A urna eletrônica é ligada apenas na energia elétrica, não possui acesso a internet e nem Wifi. O eleitor pode ficar tranquilo. Quando encerra e eleição, é emitido um boletim de urna, com os nomes de todos os candidatos e quantos votos foram computados. Esse boletim é entregue a todas as pessoas envolvidas ali com o processo eleitoral, ou seja, tudo com a maior transparência”, garante o Desembargador, afirmando que nunca houve qualquer incompatibilidade entre o resultado na urna  e o resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ele reforçou também o pedido para que os jovens façam o alistamento para votar nas eleições deste ano, de preferência pela internet. “Hoje está muito mais fácil, nem precisa recorrer ao Cartório Eleitoral. Mas pedimos para que os jovens tirem o primeiro título e possam exercer o seu direito ao voto”, solicitou.

Não menos importante que a participação dos jovens no processo eleitoral, é a de pessoas que já passaram dos 70 anos, faixa etária que o voto se torna facultativo, segundo Moura.

“Essa faixa etária, acima de 70, corresponde a 8% da votação no Paraná, então por que alijar essas pessoas do processo eleitoral? Ao invés de esperar que eles venham, nós estamos indo a até eles. Estamos firmando convênios com hospitais, entidades e instituições de longa permanência para que a urna eletrônica seja levada até esses locais, facilitando para que essas pessoas também possam participar do processo eleitoral, propiciando a elas a dignidade, inclusão social e, principalmente a cidadania”, disse o Desembargador.

O juiz eleitoral da comarca de Campo Mourão, Mário Carlos Carneiro falou sobre a importância dos esclarecimentos feitos pelo Desembargador, visando a total transparência do pleito eleitoral.

“Foi uma reunião importante para garantir mais uma vez a segurança das urnas eletrônicas. Será uma eleição limpa e tranquila, como sempre tivemos. O eleitor pode ficar tranqüilo, pois o voto que for declarado na urna será dedicado ao candidato que ele escolheu. Inclusive, por meio de uma resolução do TSE, o número de urnas sorteadas passou de oito para 35 por escolas, as quais serão levadas para conferência junto ao TRE. Isso tudo para garantir total transparência, evidenciando que não haverá nada de irregular”, declarou o juiz.