Luiz Alfredo fiscaliza recape, aponta irregularidade e diz que obra pode parar

Empresa contratada por vereador coletou novas amostras do recape asfáltico ontem – Foto: Reprodução Facebook

Depois de conseguir efeito suspensivo de uma liminar judicial junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, o vereador Luiz Alfredo da Cunha Bernardo voltou a fiscalizar nesse domingo o recape de ruas e avenidas de Campo Mourão. Ele, que já havia contratado uma empresa para fazer o serviço, acompanhou a coleta de amostras do recape nas avenidas Afonso Botelho, Irmãos Pereira e Guilherme de Paula Xavier.

O vereador voltou a apontar irregularidades no serviço e disse que a empresa responsável pela obra tem 15 dias para corrigir o que considera em desacordo ao que está firmado no contrato. “Ou a empresa entrega aquilo que está na licitação, ou o contrato será encerrado. Teremos pedreira e usina de asfalto fechadas e o ParanáCidade vai suspender a execução dos contratos em Campo Mourão. Se não tem condições de fazer o serviço direito, que passe para outro”, disse o vereador.

Luiz Alfredo revela que durante a fiscalização desse domingo, foram encontrados em meio ao recape, pedras que não servem para a fabricação de asfalto. “Em determinado ponto a empresa usou pedra suja, velha, as quais deveriam ser descartadas. Quando a empresa está britando as pedras, existe aquelas que servem para asfalto e aquelas que não servem. Ele usou aquelas que não prestam para o asfalto para concluir o final da avenida Afonso Botelho. Ou faz certo, ou não vai receber no final”, afirma Luiz Alfredo.

Segundo ele, a Prefeitura não está fazendo a fiscalização da obra. O vereador explica que não está saindo em busca de encontrar coisa errada, mas apenas para cobrar que a empresa cumpra com o que está no contrato. “Se a Prefeitura não faz a parte dela, cabe a mim como vereador fiscalizar. Não vou lá para encontrar coisa errada, mas para cobrar que a empresa preste o serviço corretamente. A fiscalização precisa ocorrer, sim, durante o serviço. É como o padeiro mexendo com a massa do pão, se ele trabalha com a mão suja, se vai ao banheiro e não lava a mão, como vou saber de tudo isso depois que o pão está pronto, se não acompanhei desde o início?”

O Procurador Geral do Município, Robervani Pierin do Prado garante que a obra vem sendo fiscalizada pelo Município e supervisionada pelo ParanáCidade. “O que compete à Prefeitura fazer tem sido feito, que é fiscalizar a obra, assim como o ParanáCidade na supervisão do serviço. Tudo aquilo que está previsto no contrato e edital tem sido seguido à risca”, esclarece Prado.