Curso sobre formação política no Sindicato dos Bancários

Palestra foi realizada no Sindicato dos Bancários de Campo Mourão – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

A Federação dos Bancários (Fetec-Cut-Pr )está promovendo curso sintético de formação política, o qual tem por objetivo auxiliar os dirigentes sindicais a compreender e refletir acerca das mudanças política, econômica e sociais que ocorreram no Brasil e no mundo nas últimas décadas. Nesta quinta-feira, o curso foi ministrado no Sindicato dos Bancários de Campo Mourão.

O módulo é produzido, organizado e ministrado pelo sociólogo Emir Sader, Mestre em Filosofia Política e Doutor em Ciência Política pela USP. Seus estudos têm sido uma importante contribuição à compreensão do cenário político contemporâneo e são reconhecidos nacional e internacionalmente.

Foram abordados na palestra os temas: ‘O mundo no século XXI’, ‘Brasil no século XXI’ e ‘Restauração neoliberal e perspectivas do Brasil’. “Falamos sobre o golpe de 2016, o processo contra o Lula, a eleição de 2018, o novo governo e as novas formas de luta do movimento popular”, disse ele.

Para Sader, o Brasil enfrenta mudanças catastróficas a partir de 2016.  “Nos últimos três anos, tivemos mudanças catastróficas, patrimônios sendo liquidados, direitos dos trabalhadores extintos, recursos para políticas sociais congelados, um retrocesso descomunal no Brasil, com governantes incompetentes. Foi um bom candidato para a direita recuperar o governo, mas sem capacidade de governar”, declarou.

Sobre a palestra ministrada em Campo Mourão, ele afirma que o objetivo é ajudar a refletir mais a situação dos trabalhadores, em especial aos bancários, e as formas de atuação para ajudar a frear a desarticulação dos bancos públicos, fechamentos de agências, entre outros.

“Discutimos a melhor maneira de resistir a tudo isso, de mobilizar a categoria, e os vários setores que não tinham consciência e que votaram contra as políticas de bancos públicos e que agora estão com risco de perder o emprego. É hora de se reunir e definir que tipo de mobilização podemos fazer chegar a eles”, completa.