CPI dos Terrenos é prorrogada

O prazo para a conclusão dos trabalhados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a ocupação de centenas de terrenos pertencentes ao poder público de Campo Mourão por famílias e até empresas foi prorrogado até o dia 3 de setembro próximo. Apurar a responsabilidade pelos atos de permissão ou tolerância de ocupação, em desacordo com a legislação, é um dos objetivos. Nos casos em que a ocupação dos imóveis foi feita de forma legal – mas existem pendências relacionadas a documentos – ou que a legislação possibilita a regularização da situação, a meta é sanar o impasse para colocar um ponto final na insegurança vivida pelas famílias.

A comissão está analisando documentos e informações recentemente recebidas. Inúmeros depoimentos já foram colhidos de ocupantes dos terrenos, ex-prefeitos, secretários e servidores municipais, chefes de empresas estaduais, etc. Edilson Martins é o presidente da CPI, que é integrada ainda por Toninho Machado (relator) e Edson Battilani (membro).

A criação da CPI foi aprovada pelo Poder Legislativo – por unanimidade – no final do ano passado, a partir de proposição apresentada pelo vereador e advogado Luiz Alfredo (PT do B). Um levantamento realizado ao longo de seis meses pela assessoria do vereador constatou a ocupação irregular de muitos terrenos pertencentes ao Município. Outros seis vereadores subscreveram o pedido de criação da CPI: Pedro Nespolo, Elvira Schen, Jorge Pereira, Olivino Custódio, Nelita Piacentini e Vilma Terezinha Pinto.