Coletiva: Gleisi pontua desafios do Paraná e fala de outros temas
Em entrevista coletiva, concedida no Hotel Tonello, nesta quarta-feira (18), a pré-candidata do PT ao Governo do Estado do Paraná, senadora Gleisi Hoffmann, listou o que considera os três maiores desafios do Paraná e como pretende alcançá-los – texto que deve guiar sua campanha. Ladeada por seu coordenador regional de campanha, Marcos V. B. Pescador, e do deputado federal, Zeca Dirceu (PT), ela ainda atacou o aumento de 32,4% da Copel, defendeu cotas para mulheres no Congresso Nacional, falou da Copa, da implantação do Aeroporto Regional de Campo Mourão e da próxima eleição.
Desafios do Paraná
O primeiro dos três desafios do Paraná, sob a ótica da senadora, é a Saúde. Ela atribuiu os problemas desse setor, à aplicação de menos de 10% da receita pela gestão atual e falou em investir 12% se for eleita. “Hoje a gente tem dificuldades para fazer exames, tem filas de exames, de consulta eletiva… Podemos transformar o Paraná em um estado de referência na questão da Saúde”, anuncia.
O segundo desafio, em sua opinião, é a Segurança Pública. Para a senadora, a questão está ligada ao tráfico (como causa de mortes) e ao uso de drogas, entre as quais ressaltou o álcool (como causa da violência no trânsito e em família). Para solucionar, Hoffman falou em integrar as polícias e recorrer às áreas da Saúde (com tratamento, leito hospitalar, Caps 24h e parcerias com comunidades terapêuticas) e da Educação (com políticas de cultura e esporte).
Na explanação de seu terceiro desafio, melhorar o Ensino Médio, Hoffmann lembrou que entre as 10 escolas brasileiras do Ensino Fundamental com melhor IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) quatro são do Paraná. “Então se nós conseguimos melhorar o índice de desempenho da Educação Básica, fazer escolas melhores na Educação pro Ensino Fundamental, por que a gente não tem também como fazer para o Ensino Médio?”, questionou após afirmar que a evasão do Ensino Médio paranaense é de 40%.
Tarifaço da Copel
Questionada sobre os desdobramentos a que prometeu levar o reajuste de 32,4% na tarifa da Copel, a senadora sentenciou: “Nós não podemos admitir que a Copel peça um aumento de 32%. Ninguém teve aumento de salário dessa ordem no País, nesses últimos três anos! Não justifica!”. Como já havia dito em nota oficial, reafirmou que vai levar o caso ao Ministério Público: “Hoje a política que nós temos (no governo atual) para nossas empresas públicas é uma política só voltada pro acionista”.
Mulheres na política
Gleisi Hoffmann também foi conduzida a falar sobre mulheres no poder. Ela entende que o limite da participação feminina na política é questão cultural e argumentou que o voto da mulher começou na década de 40. “Então isso é muito recente”, explicou. Por isso, defende cotas de representação feminina no Congresso como única solução para mudar isso. “A democracia só pode ser plena se toda a população participar em condição de igualdade”, justificou.
Copa do Mundo
Para Gleisi Hoffmann o “primeiro grande legado da Copa do Mundo é mostrar que o Brasil tem capacidade, apesar de muita gente ter apostado contra e ter querido que as coisas dessem errado”. Ela complementou que os investimentos feitos ficaram para o povo brasileiro e parafraseou trechos do último pronunciamento da presidente Dilma, quando afirmou que os investimentos com a Copa chegaram a R$ 8 bilhões, mas que isso é bem menos que os da Educação e Saúde, no mesmo período: R$ 825 bilhões.
Aeroporto Regional de Campo Mourão
A postulante ao Palácio Iguaçu informou que o Aeroporto Regional de Campo Mourão já está no plano de aviação regional do Governo Federal. “O aeroporto de Campo Mourão vai sair, vai ter investimentos e é importante para nós”, disse.
Expectativa eleitoral
Gleisi Hoffmann frisa que sua expectativa em relação à eleição é muito positiva. Ponderou que está viajando o estado todo para montar seu plano de governo e garantiu que voltará a Campo Mourão com objetivo de ouvir a população sobre o que espera do Governo. Indagada sobre quem apoiaria num eventual segundo turno de Requião e Richa, a senadora disparou: “Eu não trabalho com hipóteses, só com fatos concretos!”.