Candidatos a prefeito expõem suas propostas a empresários na Acicam

Reunião Acicam (9)

Cerca de 200 pessoas prestigiaram as explanações dos quatro prefeitáveis, reunidos esta noite (31) pela Acicam, em seu auditório. O público, em maioria empresários, se queria ouvir propostas ao Desenvolvimento Econômico, conferiu a quase totalidade das propostas dos candidatos. De modo geral, ouvi-se de quem está no poder, a lista do que proporcionou à cidade. Já os demais postulantes à chefia do Executivo Municipal apresentaram suas propostas, mesmo que às vezes, por consequência lógica, alfinetando a gestão atual.

Evaldo Bertoldi

Reunião Acicam (19)

Por ocorrência de sorteio, o primeiro candidato a falar foi o professor Evaldo Bertoldi (PSOL). Seu discurso, em princípio, situou-se nas posições de esquerda de seu partido nos âmbitos estadual e nacional. Não faltaram críticas ao que sua sigla denomina golpe, referindo-se diretamente ao novo governo federal. Tampouco deixou-se de lado as práticas do Governo Beto Richa, classificadas por ele como neoliberais. Também esteve explicitamente desqualificado o modelo político atual, que a seu ver favorece às elites e às barganhas políticas, cujo resultado dispensa pontuações.

Em seguida, Evaldo ressaltou longamente as necessidades da Saúde, área em que atua como farmacêutico. Nessa mesma série, lembrou da atenção ao idoso, da saúde mental e da situação sempre melindrosa da Santa Casa de Campo Mourão. Dali partiu à Educação, propondo apoio: às disciplinas de Arte e Educação Física, à formação continuada, melhorias à merenda escolar e cultivo de hortas orgânicas, entre outras coisas. Falou de mobilidade urbana, ponderou sobre o Passe Livre, lembrou da segurança no trânsito, reprovou as condições do Parque Industrial e enfatizou que seu Plano de Governo tem sobre si muitos olhares.

Regina Dubay

Reunião Acicam (38)

Como segunda sorteada a falar aos empresários, a atual prefeita, Regina Dubay (PR), abriu seu discurso pontuando conquistas no Desenvolvimento Econômico que segundo ela, começaram na Administração Nelson Tureck, há 12 anos. Ressaltou a chegada de empresas como a Tyson e elogiou às pequenas empresas como geradoras de ICMS, responsabilizando-as em boa parte pelo progresso de Campo Mourão.

Dali em diante enalteceu o êxito que acredita ter tido na Saúde. Salientou ter agido diretamente a favor da construção de sete novas Unidades Básicas de Saúde e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Argumentou ainda que cerca de R$ 2,4 milhões do IPTU são destinados anualmente à Santa Casa de Campo Mourão, emendando que estes avanços culminaram no credenciamento de Campo Mourão ao Curso de Medicina.

Lembrou da construção de cinco super creches, de reformas e construções de escolas municipais e da efetivação de 500 professores. Citou melhorias de malha viária de três bairros e desprezou a participação de deputados eleitos com ajuda do “Acorda Comcam”, pois estes não teriam, segundo ela, favorecido o financiamento de recursos estaduais para a pavimentação na área central.

E seguiu enumerando como triunfo de seu grupo: a construção de centenas de casas populares; a abertura de 54 novos loteamentos; e a duplicação do número de indústrias e comércios na cidade. Regina também não poupou o ex-prefeito Tauillo Tezelli quando salientou que em 1995, o prefeito em questão teria “sacado” parte do Fundo Previdenciário e que o Município arca até hoje com um déficit muito grande da Previdência dos Servidores.

Tauillo Tezelli

Reunião Acicam (49)

O ex-prefeito Tauillo Tezelli (PPS) propôs uma gestão da cidade com eficiência e transparência e ponderou que seu Plano de Governo foi constituído por técnicos, característica que prometeu manter na escolha de seus cargos de confiança, caso seja eleito. Ele também listou obras e serviços realizados em suas duas gestões.

Em termos de Educação, o candidato enfatizou investimentos feitos nas unidades municipais, estaduais, à UTFPR e lembrou ter criado o Imape, como meio de qualificação constante dos funcionários da Educação. Tauillo também falou em implantar gradativamente a Educação Integral na Rede Municipal de Ensino.

Falando em Saúde, o concorrente ao Paço Municipal garantiu que por meio do trabalho dos agentes de saúde é possível detectar as carências da pasta e reconstruir uma rede de saúde eficaz, com destaque ao tratamento de gestantes e à saúde mental.

Passando ligeiramente por outras áreas, comprometeu-se em atuar no social, no esporte, trânsito, planejamento e gestão ambiental (citando conquistas suas nesta última). Falou em exigir da Sanepar o saneamento de 100% da cidade e disse que é preciso investir em empresas de tecnologia (criando inclusive um Centro de Tecnologia) como forma de investir no Desenvolvimento Econômico.

Rodrigo Salvadori

Reunião Acicam (72)

O candidato do PSD, Rodrigo Salvadori, foi quem fechou o encontro propondo, também, a formação de um quadro técnico na gestão municipal. Ele lamentou que atualmente a Prefeitura emprega mais da metade de sua receita com gastos com folha de pagamento. E apresentou como saída para esta conta, a valorização do servidor concursado.

Salientou que para o planejamento de sua eventual gestão, pretende contar com a parceria das instituições de Ensino Superior do município. Reclamou que apesar do número de novos postos de saúde comemorados pela Administração atual, “não se faz saúde” sem médicos, sem remédios e com filas no atendimento e na conclusão de exames feitos via SUS. A solução para isso, em sua opinião, é enxugar a máquina pública.

Salvadori enfatizou que dos recursos advindos do IPVA o município poderia ter solucionado o problema de pavimentação; disse que faltam vagas nas creches; condenou o desuso do material do Positivo nas escolas; classificou o gerenciamento da Tecnocampo como algo “sem valor”; e afirmou que fica difícil convencer um empresário a investir em Campo Mourão, levando-o até o Parque Industrial (dadas as condições daquele espaço).

Debatendo sua condição de “novo” na política, Salvadori ponderou que não se desestimula por ser um político com pouca experiência administrativa pública. Acentuou sua experiência de vida, lembrou que é agricultor e empresário e justificou que a vontade política é mais importante que a experiência, sentenciando, inclusive, que a reeleição “não deu certo”.