Câmara só devolve sobras mediante execução de seus pedidos
A sequência de pelo menos seis obras sugeridas pela Câmara à Prefeitura é condição para a devolução de novas sobras do Legislativo ao Município. É o que disse ao Tasabendo.com, o presidente da Casa, Pedrinho Nespolo. Ele lembra que parte dos quase R$ 1,5 milhão repassados ao município em 2013 foi usada em manutenções de prédios públicos e na aquisição de três ambulâncias e 24 computadores para o Imape (Centro de Formação Continuada dos Profissionais da Secretaria de Educação). O presidente afirma que vê com simpatia as devoluções, mas sentencia: “A única coisa que a gente quer, é saber para onde vai o dinheiro!”
Nespolo quer que o município encaminhe às seguintes realizações: construção de vestiário no campo de futebol da Vila Cândida; reforma do complexo esportivo do Piquirivaí; adequação de iluminação no campo de futebol do Alto Alegre; reforma de um ônibus doado pela Receita Federal; construção de três academias da terceira idade; e implantação de um semáforo na entrada do Grande Lar Paraná. “Estive reunido com o secretário de Esportes e o procurador geral do município e eles assumiram o compromisso de darem sequência a esses projetos”, enfatiza.
Nova devolução
Segundo o presidente, a nova devolução de recursos da Câmara Municipal será de aproximadamente R$ 750 mil, que são sobras referentes ao primeiro quadrimestre deste ano. Este valor também deve retornar à Prefeitura, acompanhado de Indicação Legislativa, em que constarão novas sugestões dos vereadores para realização de obras específicas.
Fundos
A Câmara tem atualmente dois fundos. O mais antigo é de pouco mais de R$ 330 mil e se destina a possíveis custos ainda da construção do novo prédio. O segundo – cujo valor supera R$ 1.200.000,00 – foi firmado com o propósito de se ampliar as instalações da Casa, para instalação da “TV Câmara”. O presidente esclarece que como o sinal pretendido é aberto (para alcançar a todas as residências da cidade) a dificuldade contida nessa exigência pode provocar o cancelamento do fundo. Neste caso, a Câmara teria cerca de R$ 1.950.000,00 para devolver à Prefeitura.