Câmara rejeita denúncia contra prefeita e líder comunitário se revolta
Apesar de sete dos 13 vereadores votarem a favor, a Câmara Municipal não acatou a denúncia feita pelo ex-assessor municipal, Paolo Oliveira, contra a prefeita, Regina Dubay. Ocorre que a matéria exigia maioria qualificada: era preciso que dois terços dos vereadores estivessem dispostos a investigar a prefeita, numa comissão especial, pelo suposto superfaturamento na compra dos postes republicanos. O líder comunitário Luciano de Oliveira ficou revoltado com o resultado da votação e com os aplausos dos aliados da prefeita, que lotaram a Câmara na sessão ordinária desta segunda-feira (9).
A favor da criação de uma comissão processante contra a chefe do Poder Executivo votaram os vereadores: Edson Battilani (PPS), Elvira Schen (PPS), Isidoro Moraes (PP), Luiz Alfredo (PT do B), Olivino Custódio (PR), Pedrinho Nespolo (SDD) e Sidnei Jardim (PPS). Votaram contra a denúncia, os vereadores: Toninho Machado (PR), Jorge Pereira (PR), Nelita Piacentini (PSD), Vilma Terezinha (PT), Edilson Martins (PSD) e Eraldo Teodoro (PMDB).
Assim que o resultado foi proclamado, o líder comunitário do Jardim Santa Cruz, Luciano de Oliveira, criticou de perto a vereadora Vilma Terezinha apontando-lhe o dedo e acusando-a de traição. Em entrevista à imprensa, momentos depois, o manifestante argumentou que a Câmara blindou Regina Dubay, a exemplo do que fez quando a Casa de Leis rejeitou o pedido de investigação contra a prefeita no caso do mensalinho. “Os vereadores não querem nem investigar a prefeita e esses assessores da prefeita ainda vem aqui para quê? Para aplaudir?”, desabafou.
