Battilani: “Câmara não utilizará os recursos a que tem direito”

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, Edson Battilani (PPS), anunciou que o Poder Legislativo Municipal somente irá requerer mensalmente do Poder Executivo o repasse dos recursos necessários para a manutenção das atividades da Casa de Leis. Pelo orçamento do Município para 2017, o Poder Legislativo tem uma dotação de R$ 10.374.947,00 e a legislação vigente determina que o montante seja repassado em doze parcelas (R$ 864.578,92).
“A Câmara de Vereadores vai requerer mensalmente ao Poder Executivo o repasse apenas dos recursos que efetivamente necessita para a manutenção das suas atividades. Não se justifica o pedido do valor total a que tem direito para parte dos recursos ficarem parados na conta bancária, enquanto a população deixa de ser atendida pelo poder público em muitas de suas demandas básicas por falta de recursos”, salienta o presidente do Poder Legislativo de Campo Mourão.
Battilani ressalta que tanto os recursos à disposição do Poder Executivo e do Poder Legislativo são oriundos dos tributos pagos pela população. “Portanto não faz sentido reter recursos públicos desnecessariamente, enquanto a população clama por atendimento na saúde, educação, segurança e em tantas outras áreas”, frisa o vereador. Com a iniciativa de requerer apenas parte do montante dos recursos, a Câmara de Vereadores de Campo Mourão contribui com a administração municipal e com a população.
Economia
Outro objetivo do presidente Edson Battilani é reduzir os gastos da Câmara Municipal. Um dos seus primeiros atos à frente do Poder Legislativo foi determinar a revisão de todas as licitações em andamento, o que resultou em reduções no volume de compras e até em cortes de itens.
Entre as medidas em estudos para racionalizar o consumo está a tramitação de documentos por meio digital. “Não tem cabimento ainda a tramitação de processo, projetos e outros documentos impressos, o que redunda em grande consumo de papel e cópias. Trata-se de um procedimento completamente ultrapassado”, explica Battilani.
Também está sendo estudada a viabilidade do aproveitamento da cisterna existente no prédio do Poder Legislativo – que nunca foi usada – para o aproveitamento da água das chuvas para serviços de limpeza e outros fins indicados. Também será realizado estudo de custo-benefício para a captação de energia solar, visando reduzir o dispendêndio mensal com os serviços da Copel.