Aumento de vereadores: Eraldo chama reforço policial para retirar manifestantes da Câmara

No segundo dia de votação do projeto que aumentou o número de vereadores em Campo Mourão, o clima entre manifestantes e, principalmente o presidente da Câmara Municipal de Campo Mourão, Eraldo Teodoro, ficou tenso. Enquanto o protesto era realizado na rua, com apitos, nariz de palhaço e roupas de palhaço, os vereadores seguiam a rotina da Casa de Leis. Mas, foi só os manifestantes entrarem no auditório da Casa da Cultura, local provisório da Câmara, que o rumo da sessão mudou.

Eraldo Teodoro fez valer o cargo de presidente e começou a ler o Regimento Interno, que proíbe a ‘permanência de indivíduos vestidos inadequadamente no plenário.’ Os manifestantes não se retiraram e o presidente mandou chamar a polícia.

Alguns vereadores até tentaram amenizar a situação crítica criada, mas Eraldo Teodoro foi categórico: ‘Parece que eu não fiz me entender. ‘Pode a mesa através do presidente solicitar força necessária para a manutenção da ordem.’ Está aqui no regimento. É lei.’

A polícia foi chamada. Tentaram dialogar, mas não teve conversa. ‘Vou ter que chamar reforço’, disse um dos policiais. ‘Que assim seja feito então. Quero apenas que cumpram a lei. Vocês estão amparados pela lei e podem prender essas pessoas’, acrescentou o presidente.

Mas não foi preciso usar a força, antes mesmo do reforço chegar, os manifestantes saíram e se posicionaram na entrada do plenário. ‘Menos cargos, mais trabalho. O povo unido jamais será vencido’, gritavam.

Mas não adiantou. Foram vencidos. Pelo menos os que ali estavam protestando. Os vereadores mantiveram seus votos e o aumento para 13 vagas foi fixado. Apenas uma alteração. Os vereadores poderão ter apenas um assessor a partir da próxima eleição. Sugestão feita pelo presidente Eraldo Teodoro.

Ao término da sessão, os vereadores foram vaiados e o presidente, o último a sair junto com os policiais, foi seguido até o carro pelos manifestantes.

(Fernando Lorenzzo)

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