A corrupção começa em casa
É muito cômodo falar mal dos engravatados que se rendem ao canalhismo politiqueiro. Poderia escrever inúmeros comentários condenando os desmandos de nossos representantes. Até porque, quando alguém é pego, “encuecando” milhões, nossa vontade é vê-lo às mínguas.
Mas já parou para pensar que nosso desejo por uma pátria mais justa só vem à tona quando grandes escândalos são revelados?
Dia destes presenciei uma cena lamentável. Sentada no banco de uma praça estava uma família, aparentemente feliz. Uma criança com seus pais. Ao lado do banco, uma lixeira. A criança se lambuzava chupando um sorvete. Não tinha mais do que cinco anos. Gotas da massa gelada caíam no chão. Os pais observavam. Aos poucos, a garotinha foi se desfazendo da embalagem e tudo era atirado no chão. Acabada a guloseima, restava ainda um pedaço da casquinha, que também foi jogado ali, bem aos pés do pai, que empurrou para debaixo do banco. A mãe estava com guardanapos nas mãos e depois de limpar a boca e mãos da menina, também “deixou cair” o lixo. Nenhum dos dois, responsáveis pela educação da criança, foi capaz de ensinar a fazer o que era correto.
Você já deve ter visto algo parecido. Aposto que esse casal é um dos primeiros a condenar a corrupção que permeia nossa nação.
Bom seria se verdadeiramente fossemos treinados a rejeitar e condenar atitudes erradas. Pequenas ações, se corrigidas a tempo, podem mudar a maneira como nosso país é regido.