Vizinho confessa que matou e enterrou idosa no quintal

Foto: Alex Miranda/Rede Massa

Foto: Alex Miranda/Rede Massa

A partir de uma ação investigativa rápida da Polícia Civil de Umuarama, Wanderson Rogério Viana, 37 anos, foi preso em casa no início da tarde desta segunda-feira (27) pela acusação de assassinato da aposentada Zelinda Zavatti, 65 anos.

O corpo da idosa foi encontrado na manhã desta segunda-feira enterrado no fundo da residência onde residia sozinha e que fica localizada na rua Montes Claros, 2353.

Segundo o delegado Fernando Ernandes Martins, responsável pelo comando da investigação que levou à prisão de Viana, as marcas do solado de um calçado do acusado foram primordiais na elucidação do crime.

Viana mora em uma residência que tem seu quintal voltado para o da casa da aposentada. “Encontramos marcas de sangue e barro parecidas com as do interior da casa de Zelinda no muro que separa as casas e nas proximidades da residência de Viana”, disse o delegado.

A princípio o denunciado negou a autoria do crime, mas diante dos fatos apresentados durante a oitiva policial, ele mudou a sua versão, confessando o crime, de acordo com o delegado. Inclusive em sua residência foi encontrado o celular da aposentada, além do calçado.

O que mais chama a atenção é que o indiciado por latrocínio – roubo seguido de morte – compôs o grupo de pessoas, em sua maioria de vizinhos, que acompanhou a retirada do corpo da idosa do quintal.

No seu depoimento, relatado posteriormente pelo delegado, Viana informou que tinha um caso com a aposentada e que há oito dias durante o conserto de uma antena de televisão ele a matou.

“Ele é usuário de droga e disse que diante à constatação de alguns objetos na casa segurou a mulher pelas costas passando uma faca em seu pescoço dentro do quarto da mulher”, frisou o policial.

O corpo ficou dentro da casa durante dois dias, quando o acusado do crime voltou e o pegou para enterrar no quintal enrolado em um cobertor. “Nesta segunda-feira uma vizinha pegou uma escada e conseguiu abrir a janela do quarto e viu o sangue e os rastros deixados pelo arrasto do corpo. Ela avisou a Polícia Militar que isolou a área contribuindo com a perícia”, complementou o delegado.

Viana foi ouvido pela Polícia Civil que já confeccionou o seu flagrante por assassinato. Apenas a carteira da aposentada não foi encontrada. O calçado e as amostras de sangue serão encaminhados para análise em Curitiba. O acusado está preso no mini presídio de Umuarama.