Três são presos por adulteração de cilindros de oxigênio hospitalar

Operação Cilindros (1)

Um empresário e dois de seus funcionários foram presos em flagrante por adulteração de cilindros de oxigênio hospitalar na tarde desta segunda-feira (30). Em entrevista coletiva – concedida no início da noite – o delegado da 16ª Subdivisão, Nagib Nassif, explicou que a autuação se deu por crime contra a saúde pública, lesão ao direito do consumidor e por associação criminosa. A “Operação Cilindros” é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao crime Organizado (Gaeco) com participação da Polícia Civil de Campo Mourão.

Nassif esclareceu que o crime consistia na violação do lacre original dos cilindros de oxigênio, seguido da transferência de parte desse gás para cilindros menores, que eram comercializados a custo zero para o comerciante, gerando prejuízo aos hospitais e risco aos pacientes. Em seguida, os cilindros fraudados eram selados com lacres falsos. “É um crime (com pena) de 10 a 15 anos de detenção… um crime que é de relação de consumo, uma vez que vendia algo que não tinha a medida certa; e como são três, um crime de associação criminosa”, sentenciou o delegado.

Operação Cilindros (3)O empresário teria justificado a prática ao delegado: “Ele disse que era até para atender aos consumidores em caráter emergencial, porque até envasar um tubo menor em Maringá, que é onde fica a fornecedora, ou fazer o trâmite normal, poderia haver risco (a quem precisasse de tubo menor com urgência). Só que é uma justificativa um pouco complicada, porque na realidade ele estava ganhando limpo naqueles tubos menores, porque eles saiam para ele a custo zero”.

Segundo Nassif, apesar de ter havido prisões em mais de 50 pontos nas regiões de Cianorte, Maringá e Campo Mourão, os estabelecimentos continuam abertos para não afetar o fornecimento a hospitais. “Foi assinado um termo com os empresários para que eles substituam, com urgência, os cilindros com indício de adulteração, sob pena de pagarem ainda mais caro e responder por desobediência”, pondera o delegado.