Superlotação foi um dos motivos da rebelião no mini-presídio de Campo Mourão

Após rebelião, os presos do mini presídio de Campo Mourão foram isolados no solário, enquanto os policiais e os agentes carcerários faziam uma vistoria minuciosa nas celas das galerias.

Do lado de fora, familiares aguardavam com ansiedade notícias dos presos. Cada movimento de viatura ou policial era acompanhado, principalmente pelas mulheres, a procura de informação dos detentos.

Uma parente de preso chegou a subir em uma árvore para tentar ver o movimento dentro do pátio da delegacia.

Já no meio da tarde, a notícia de que todos estavam bem, tranquilizou os familiares. Apenas um deles, que desobedeceu a ordem dos policiais, e levou um tiro de bala de borracha, mas não teve lesão grave.

O delegado chefe da 16ª SDP, José Aparecido Jacovós, avisou que vai haver transferências de presos. “Aqueles que já foram condenados e têm pena maior para cumprir, vão ser transferidos, provavelmente para Cruzeiro do Oeste. Já falamos com a juíza e ela sinalizou a transferência para diminuir a quantidade de detentos na cadeia”, informou Jacovós.

Segundo o delegado, a superlotação foi um dos motivos da rebelião.

Quanto à morte do preso, Mauricio Hernandes, peritos da Polícia Científica de Maringá confirmaram que o detento cometeu suicídio.

De acordo com a delegada Maria Nysa, que acompanhou os peritos, a vítima era agressiva e estava isolada por esse comportamento. “Infelizmente pessoas com esse tipo de comportamento tendem a cometer violência contra si próprio. Foi o que aconteceu”, concluiu a delegada.