Secretário promete melhorar segurança em Campo Mourão
Acompanhado do comando geral da Polícia Civil e também da Polícia Militar, o secretário da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa, participou de reunião na tarde desta quarta-feira (18/8), em Campo Mourão, para discutir a onda de violência que assola a cidade. Neste ano já aconteceram 30 homicídios. O problema das drogas e ainda os assaltos e roubos praticamente diários no Município foram outros problemas que levaram lideranças empresariais mourãoenses a convidar o secretário a visitar Campo Mourão para discutir a situação.
Durante a reunião foi prometido o envio de cães farejadores para colaborar nas ações contra os tóxicos em Campo Mourão, além do envio de viaturas. Também foi falado do reforço de pessoal para as polícias civil e militar. Sobre a implantação da Guarda Municipal, representantes informaram que talvez aconteça em 2012, dependendo do desempenho da arrecadação pública.
O encontro, que durou cerca de quatro horas, aconteceu no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acicam). Cerca de 150 pessoas participaram da reunião, entre autoridades locais e regionais, representantes de clubes de serviços e de entidades classistas, empresários, lideranças comunitárias, profissionais liberais e populares. Também participou da reunião o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Erickson Chandoha, que é de Campo Mourão.
A reunião foi aberta com relatos e a apresentação de números e ações das policia civil e militar em Campo Mourão, além de pronunciamentos das autoridades estaduais sobre planos do governo para o setor. Após aproximadamente 90 minutos, o presidente da Acicam, José Nelson Botega, agradeceu a visita do secretario da Segurança Pública e expôs a expectativa dos mourãoenses no que diz respeito a implementação de medidas eficazes para conter o problema da insegurança no Município.
Já o prefeito Nelson Tureck desejou boas vindas as autoridades visitantes e o presidente do Conselho de Segurança do Município, Benedito Lúcio Souza, expôs algumas das reivindicações que o órgão encaminhou recentemente ao Governo do Estado. Já o secretário Aramis Linhares Serpa discorreu sobre alguns investimentos realizado no setor em Campo Mourão (como a reestruturação da Delegacia da Mulher), elogiou a maciça presença da comunidade e adiantou que não vinha a cidade para fazer promessas ou oferecer milagres.
Colômbia
O primeiro da platéia a se manifestar foi o ex-presidente da Acicam, Nestor Bisi, que destacou a necessidade de uma maior presença da Forças Armadas nas fronteiras do país para evitar o contrabando (sobretudo de armas) e o tráfico de drogas, que apontou com a origem da maioria dos problemas enfrentados pelas cidades na área da segurança pública. Também concitou as autoridades a lutarem pela instalação de uma representação da Polícia Federal em Campo Mourão, observando que o volume de contrabando e drogas apreendido na cidade é superior ao registrado em outros municípios que dispõe do órgão.
Já o coordenador regional da Fiep, Ater Cristófoli, comparou os índices de criminalidade registrados em Campo Mourão aos da Colômbia de alguns anos atrás. “Não dá para agüentar essa situação. Os indicadores de Campo Mourão se equiparam ou são até superiores aos de outras cidades de maior porte. É vergonhosa essa situação e a população quer providências”, desabafou o empresário. O prefeito Nelson Tureck contestou a comparação e as autoridades do Governo negaram que Campo Mourão seja uma cidade violenta.
Várias outras lideranças locais se pronunciaram durante a reunião, questionando o grande número de roubos e assaltos, a proliferação das drogas, a superlotação no mini-presídio da 16ª Subdivisão Policial, o reduzido efetivo do 11º Batalhão de Polícia Militar, a falta de pessoal na Polícia Civil, a inexistência de Polícia Técnica Científica, entre outras deficiências existentes na cidade.