Prefeita Dina volta a pedir desativação da cadeia feminina de Farol

A prefeita de Farol Dina Cardoso, recentemente durante a visita da Secretária de Estado da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes em Campo Mourão, na sede da Comcam,reiterou o pedido para que o presídio feminino que funciona na cadeia pública da cidade de Farol seja desativado. Dentre as razões para o pleito, a prefeita destacou as freqüentes fugas que acontecem no presídio, a ausência de policiais civis e femininos e o comprometimento da segurança pública local como um todo ao sobrecarregar os policiais militares com essa tarefa extra.

Segundo a prefeita o presídio feminino de Farol tem capacidade para dez presas, mas constantemente está com lotação acima do limite e desde que a cadeia pública foi transformada em presídio feminino, o trabalho da Polícia Militar na cidade vem sendo prejudicado.
A prefeita entende que o principal problema é que a segurança da cidade acaba comprometida, já que os policiais militares estão sendo obrigados a cuidar do presídio. “A Polícia Militar tem o papel de trabalhar para prevenção de crimes, mas aqui na cidade eles estão fazendo outra função”, critica. A prefeita reclama que por causa do desvio de trabalho, faz praticamente um ano que não é realizada patrulha rural nos sítios da região.

Conforme Dina, a situação é tão preocupante que se acontecer mais de uma ocorrência ao mesmo tempo, o policial terá de escolher entre atender uma chamada ou permanecer no presídio. “Todos os dias tem gente estranha rondando a cadeia e lá não pode ficar sozinho. É um transtorno para nós e para a própria Polícia Militar, descreve a prefeita,

Hoje, o destacamento de Farol conta com cinco policiais que fazem os trabalhos de prevenção e um sargento, que cuida da parte administrativa. A cada dia, pela teoria, dois policiais deveriam ficar a postos para garantir a ordem na cidade. Mas segundo o sargento, Antonio Carlos Martins, comandante do destacamento da PM de Farol, apenas um policial está fazendo as rondas na cidade enquanto outro cuida das presas.

“Quando acontece alguma ocorrência grave e precisam sair os dois policiais, o presídio fica sozinho. Naquele caso do assalto a lotérica recentemente, o policial estava cuidando da cadeia e até o seu deslocamento ao local, o assaltante já tinha fugido. Da maneira como está, não tem como afirmar que a cidade está 100% segura”, pondera , pois, “se algum homem for detido no município terá de ser imediatamente transferido a Campo Mourão porque as selas estão todas ocupadas com mulheres. “Na verdade a cidade teria que ficar somente com a cadeia municipal. Se acontecer alguma emergência e precisar prender um homem não tem como”, observa.

A prefeita revela que muitas vezes os PMS acabam se sentindo constrangidos em atender as mulheres. Para isso, ela diz que já foi solicitada uma policial feminina para acompanhar as detentas. Para piorar a situação, o presídio está com rachaduras, do lado de dentro de fora, colocando em risco a segurança. “Nós precisamos de uma nova estrutura, precisamos que cada polícia faça o seu trabalho”, reclama.