Polícia prende três envolvidos no assassinato de ‘Negreti’; o quarto está foragido
A Polícia Civil trabalhou rápido e já identificou e prendeu três envolvidos no homicídio que ocorreu na madrugada desta quinta-feira, por volta 5h00, na Rua Rocha Pombo, no centro de Campo Mourão. Eduardo Augusto Simão, o ‘Negreti’, de 22 anos, foi encontrado morto a tiros dentro de seu veículo. Mesmo com o crime já elucidado, a polícia continua com as investigações e procura o quarto envolvido, F. A. dos Santos, 22 anos, que seria o autor dos disparos.
O superintende da 16ª SDP, Claudinei Pereira, apresentou nesta manhã os três jovens presos. M. J. Machado, 31 anos; D. S. Lima, 24 anos e R. V. Andreto, 23 anos.
A versão R. V. Andreto é que o crime não foi premeditado. ‘A gente estava na festa e depois tudo aconteceu’, afirma.
M. J. Machado diz que não sabia das intenções dos colegas. ‘Eu dei uma carona para esses dois e depois fiquei sabendo do assassinato, até passei no local pra ver.’ Machado diz que conhecia a vítima, mas não conversava muito. ‘Eu sabia quem era e tudo mas nunca tive amizade, mas não tinha nada contra ele. E esses dois aqui foi a primeira vez que dei carona também’, declara.
Já D.S. Lima, não quis falar nada, mas afirmou estar na garupa da moto usada no crime.
As investigações da Polícia Civil apontam para um crime premeditado já há alguns dias. ‘A princípio, nós pensávamos que era um crime passional, porque a vítima nunca teve passagens pela polícia e nunca seu nome foi citado no meio policial, era um jovem trabalhador. O único problema foi ter cruzado, sem intenção, o caminho desses marginais. Mas, uma testemunha contou uma história que mudou o rumo das investigações, e poucas horas após o crime já tínhamos o primeiro nome e fomos até a casa de D. S. Lima’, explica Claudinei Pereira.
O superintendente contou ainda que há cerca de dois meses, a vítima estava no local conhecido como ‘Gramadão’, e um amigo pediu para dar uma volta com seu carro. Durante o passeio, este amigo fechou um motoqueiro, D. S. Lima, que reuniu outros amigos e foram ‘tirar satisfação’ . ‘Mas, a vítima não tinha nada a ver, apenas era o dono do carro emprestado, não quis briga e saiu do local. Mas começou a ser ameaçado e comentou até com uns amigos que teria que sair da cidade’, esclarece Pereira.
Os investigadores descobriram que há cerca de 15 dias o crime já estava sendo planejado. ‘Na na noite anterior, desde às 19h00, a vítima já começou a ser seguida por R. V. Andreto. Nós encontramos o carro de Andreto, um Ômega, na casa de D. S. Lima, que já é um velho conhecido da polícia, e dentro deste Ômega tinha uma cápsula de pistola deflagrada, do mesmo calibre encontrado no crime’, diz Claudinei.
A polícia também tem a informação que M. J. Machado foi quem seguiu mais de perto a vítima e informou o local para o assassino chegar com uma moto Falcon e atirar. ‘Este aqui que diz não ter participação, foi visto rondando a região do crime, foi ele quem avisou os assassinos, e depois teve a cara de pau de ir ver o que tinha acontecido, e quando chegou, com um Golf, uma testemunha contou que já tinha visto aquele carro pouco tempo antes’, conta o Superintendente.
O acusado de ter atirado contra a vítima, está foragido, e está com a arma do crime. A última parada dele, segundo a polícia, foi em uma fazenda próximo à Usina. Mas nem seu pai sabe onde ele está. ‘Nós ainda vamos pegar esse sujeito, até que eu viva, eu prometo que ele vai para a cadeia’, garante Claudinei Pereira.
(Fernando Lorenzzo)