Polícia investiga caso de bebê que morreu após receber cinco vacinas
(Imagem ilustrativa)
O delegado de polícia de Goioerê, Fábio Machado dos Santos, determinou que fosse interrompido o velório de uma criança de três meses, que havia morrido na madrugada de terça-feira, 13. A família afirma que a menina começou a passar mal após receber cinco doses de vacinas no posto de saúde de Quarto Centenário. Como não foi apresentada a certidão de óbito assinada por um médico, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Campo Mourão, com o objetivo de se tentar apurar a causa da morte.
O caso foi levado ao conhecimento da polícia pelo avô da menina, José de Paula Filho, 49, que relatou que sua neta nasceu prematura, no dia 24 de agosto, e que permaneceu cerca de 50 dias internada na Santa Casa de Campo Mourão, tendo ido para casa no dia 15 de outubro, gozando de boas condições de saúde.
José de Paula Filho relatou que por volta das 9 horas da manhã de segunda-feira, 12, sua neta foi encaminhada ao Posto de Saúde de Quarto Centenário, onde recebeu cinco doses de vacina – anti-pólio, tetravalente, rotavírus, pneumo e hepatite B.
Ainda segundo o avô, por volta das 3 horas da madrugada de terça-feira, 13, a criança começou a passar mal, tendo vômito com sangue, e foi encaminhada para o Pronto Socorro de Goioerê, onde já chegou sem vida.
Segundo o delegado Fábio Machado dos Santos a criança foi encaminhada para o IML para a realização de exame cadavérico, com o objetivo de se apurar a causa da morte. Pesou na decisão do delegado o fato de o avô ter afirmado que não havia uma certidão assinada por um médico indicando a causa da morte da criança.
No Boletim de ocorrência registrado antes da instauração do inquérito policial, o avô da menina contou que a menina estava bem de saúde e bastante sorridente antes de tomar as vacinas e que algum tempo depois de ser vacinada começou a passar mal. O avô, José de Paula Filho, desconfia que possa ter ocorrido alguma reação às vacinas ou algum efeito colateral, ou ainda falha humana.
(Goionews)