Polícia encerra investigação e conclui que fisiculturista já estava morta ao cair de prédio

renata5

Renata morreu no dia 12 de setembro. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil encerrou as investigações sobre a morte da fisiculturista Renata Muggiati um pouco antes do recesso oficial do estado, que começou no dia 18 de dezembro. A informação foi divulgada pelo jornal Gazeta do Povo na tarde desta segunda-feira (28).

Segundo a reportagem, a polícia manteve a acusação de homicídio qualificado contra o médico Raphael Suss, que era namorado de Renata. Para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a fisiculturista já estava morta ao cair do apartamento onde morava, no Centro de Curitiba.

As investigações seguem o laudo de exumação, que mostrou que ela foi vítima de asfixia mecânica. A apuração sobre o caso foi enviada ao Ministério Público do Paraná, que pode ou não oferecer denúncia contra o suspeito. A defesa sempre declarou que o médico é inocente.

O caso

Renata Muggiati morreu no dia 12 de setembro após cair do 31° andar do prédio onde vivia. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime. No dia 25 do mesmo mês, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária do namorado da fisiculturista. O IML indicou que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda.

O laudo contrariou o resultado da necropsia então realizada pelo médico legista Daniel Colman, que afirmava não ter havido a asfixia e que motivou o pedido de liberdade do principal suspeito. Desde o início, Raphael nega as acusações.