Polícia divulga imagens do homicídio do feriado da independência
Jacovós: ‘O assassino agiu cruelmente ao continuar atirando’
Foram divulgadas na tarde desta terça-feira (11), pela Polícia Civil de Campo Mourão, imagens registradas pelas câmeras de segurança de um bar próximo ao local onde o jovem Adriano Soares Santos, mais conhecido como “Zica”, foi atingido por vários disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo logo depois de dar entrada no Hospital Santa Casa de Campo Mourão. O delegado-chefe da 16ª SDP, Dr. José Aparecido Jacovós, mostrou nas imagens o momento em que o atirador, usando capacete, vai atrás da vítima e, depois de atingi-la várias vezes, caminha tranquilamente e foge em uma motocicleta, enquanto a vítima volta, gravemente ferida, e entra no bar, onde fica caída no chão até ser socorrida pelas pessoas que lá estavam naquele momento.
Para o delegado, o assassino agiu com crueldade. “Mesmo depois atingi-lo ele continuou atrás da vítima, efetuando outros disparos e depois volta calmamente para fugir do local, em uma motocicleta que já o aguardava nas proximidades”, comenta Jacovós. “Mesmo que a vítima tenha uma vasta ficha criminal, seja um ex-presidiário, não podemos permitir que esses crimes aconteçam e temos que localizar e punir esses criminosos que pensam que podem agir livremente, atirando nas pessoas em plena luz dia”, enfatiza o delegado.
Pouco mais de uma hora depois do crime, a polícia localizou o jovem Diego, de 19 anos, encontrando com ele a arma utilizada no crime, um revólver calibre 38 especial, que ainda estava com uma munição intacta e as outras cinco, que foram deflagradas no momento do crime. O detido negou a participação no crime, mas para o delegado é, no mínimo, co-autor, uma vez que “além de estar de posse da arma, é suspeito de ter pilotado a motocicleta utilizada pelo assassino para fugir do local.” O acusado acabou indicando o possível autor dos disparos. A Polícia Civil intensificou as investigações e conseguiu identificar o criminoso, trata-se de Daniel Gomes Ferreira, conhecido como “Danielzinho”. “O homicida já foi identificado e logo vamos localizá-lo e prendê-lo”, salientou Jacovós.
O delegado comentou ainda que os motivos desses crimes são sempre os mesmos, “falta de trabalho, falta do que fazer, por isso eles tem muito tempo para se envolver nessas guerras pelo tráfico de drogas.” Jacovós disse também que “a polícia não tem como impedir a ação dos bandidos, mas assim que acontecem os crimes a polícia entra em ação para identificar, localizar e prender os responsáveis.”