Polícia Civil soluciona complexo caso de latrocínio em Juranda e prende autor

A equipe de investigação da 50ª Delegacia de Polícia Civil de Ubiratã deu cumprimento a mandado de prisão preventiva contra um rapaz de 21 anos, apontando como principal suspeito de ter praticado um latrocínio no município de Juranda.

O crime ocorreu no dia 21 de agosto de 2021, quando o corpo de um homem foi encontrado no Rio Carajás, debaixo de uma ponte, que fica situada na rodovia estadual 472, em Juranda.

Ao comparecer no local, a equipe de investigação da Polícia Civil constatou que se tratava de morte violenta, pois havia uma série de lesões no corpo da vítima, incompatível com eventual situação de suicídio.

Na ocasião, a vítima não foi identificada. Os policiais também não identificaram num primeiro momento se a morte teria decorrido de homicídio ou de latrocínio.

Somente no dia seguinte, a Polícia Militar de Juranda descobriu que o corpo encontrado no Rio Carajás era de Davi Pinheiro dos Santos, conhecido como “Davi Panela”, pois familiares foram até o destacamento registrar um boletim de ocorrência sobre o sumiço da vítima e também de objetos pessoais.

A partir dessas informações, a Polícia Civil passou a tratar o caso como latrocínio, e iniciou diversas diligências com o objetivo de esclarecer os fatos e identificar quem teria sido o autor do crime.

Além de entrevista com diversos moradores do município de Juranda, entre os quais amigos, conhecidos e familiares da vítima, foram analisadas inúmeras imagens extraídas do sistema de monitoramento do município, que conta com várias câmeras instaladas em locais estratégicos da cidade.

Por meio desses elementos, a polícia chegou à dinâmica dos fatos e conseguiu identificar o autor do delito. Conforme apurado na investigação, na madrugada do dia 21 de agosto, o suspeito foi até a casa da vítima para fazer a subtração de dinheiro e de um veículo. Durante a ação, utilizou-se de violência para se apoderar dos bens, agredindo a vítima violentamente com um pedaço de pau e um tijolo até matá-la.

Depois da ação, ele colocou o corpo da vítima dentro do veículo e desovou às margens do Rio Carajás, com a nítida intenção de ocultar o cadáver. Três dias depois do crime, o veículo foi incinerado, como uma clara tentativa de prejudicar as investigações e evitar a responsabilidade penal do suspeito.

No curso da investigação, o delegado de Polícia da Ubiratã representou ao Judiciário pela prisão preventiva do suspeito, medida que foi acolhida e devidamente cumprida.

O autor do crime permanece preso e à disposição da justiça e deverá responder pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual.

Fonte: Polícia Civil de Ubiratã