Polícia Civil identifica carro e suspeito de participação no aborto em posto de combustíveis
O feto encontrado sem vida dentro do vaso sanitário do banheiro feminino em um posto de combustíveis, às margens da BR 158, entre Campo Mourão e Peabiru chocou a opinião pública de todo os estado. A Polícia Civil de Peabiru, tão logo tomou conhecimento do caso esteve no local e iniciou as investigações. De posse das imagens das câmeras de segurança do posto, o veículo foi identificado, um VW/Passat importado, com placas de Curitiba, e a partir daí, foi questão de tempo chegar ao proprietário, Jefferson José Krauss, de aproximadamente 27 anos, residente na cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Segundo o delegado de Peabiru, Dr. Adriano Garcia Evangelista dos Santos, com o veículo identificado, soube-se que esteve no Paraguai. ‘Por volta das 13h38 o veículo entrou no Paraguai de onde saiu por volta das 17h50, seguindo viagem até a região de Campo Mourão, chegando ao posto por volta das 21h10’, contou Garcia. No posto, segundo testemunhas, o homem chegou muito nervoso e estacionou, quando a mulher desceu e entrou rapidamente no banheiro.
Segundo o delegado, enquanto a mulher estava no banheiro, praticando auto-aborto, Jefferson foi até a loja de conveniência onde pediu uma faca e álcool, como não tinha ele saiu e foi até o carro, onde, abriu o porta-malas e pegou um alicate, que foi usado para cortar o cordão umbilical.
Tudo indica, segundo o delegado, que o casal esteve no Paraguai para adquirir medicamentos abortivos e o com o efeito, o casal precisou parar no posto para que o aborto pudesse ser feito. Outro detalhe que chamou a atenção foi o fato da mulher ter dado descarga, tentando ocultar o cadáver. “Mas ele retornou e quando outra pessoa foi usar o banheiro, percebeu e acionou a polícia”, explica o delegado.
Apesar da mulher ainda não estar identificada, “tudo indica que se trata de pessoa próxima ao acusado e logo será localizada” explica o delegado. Diante das evidências o delegado pediu a prisão preventiva do suspeito. “O crime de aborto está previsto em lei e a pena é de 4 anos e há ainda a ocultação de cadáver, com pena prevista para até 8 anos”, conclui o delegado.