Polícia Civil faz reconstituição da morte de taxista em Campo Mourão

Embarque na rodoviária

Na noite desta quarta feira (26) policiais civis, comandados pela delegada Maria Nysa Moreira Nanni, fizeram a reconstituição do crime em que o taxista Paulo César Vidal acabou morto e o seu veículo queimado.

Os três acusados participaram da reconstituição e o menor indiciou os principais pontos citados nas investigações. Em alguns momentos foi usado um boneco, para simular algumas cenas do crime.

A reconstituição começou no Terminal Rodoviário de Campo Mourão. O acusado de ter contratado a corrida, J.M.T.C., de 19 anos, conhecido como “Michel”, foi retirado da viatura e levado até o táxi, para simular o momento em que abordou o motorista. Dali o comboio seguiu até a BR-158, próximo ao sinaleiro em frente a COAMO, onde embarcou o segundo acusado, R.O.B., de 18 anos, conhecido como “Batatinha”. Em seguida se deslocaram até o Jardim Aeroporto, em frente a um mercado, na esquina da Rua Damasco com Rua Bronislau Wronski. No local, o terceiro acusado, o menor A.R.R., de 17 anos, conhecido como “Bodinho”, teria se juntado aos outros dois. Neste momento Michel já estava na direção do veículo.

Menor se junta à dupla no Jardim Aeroporto

Segundo a delegada Maria Nysa, até este momento não há informações exatas do que aconteceu. “Quando o menor embarcou no veículo, o taxista já estava trancado no porta-malas, por isso, como os outros dois ainda não confessaram, ainda não sabemos em que momento do trajeto, entre a Rodoviária e o Jardim Aeroporto, ou como eles dominaram e prenderam o taxista, ou mesmo, porque decidiram matá-lo”, explica.

A partir do momento em que “Bodinho” embarcou no táxi, os detalhes do crime são mais claros. Do Jardim Aeroporto eles seguiram em direção ao Barreiro das Frutas, passando pelo centro da cidade. Lá eles passaram pela ponte sobre o Rio da Várzea, retornaram e pararam sobre a ponte, onde retiraram o taxista do porta-malas, já com as mãos amarradas, e o colocaram de joelhos, próximo à proteção da ponte, tudo sob a vista dos três acusados.

Momento em Michel atira no taxista

Segundo o menor, neste momento, Michel sacou de um revólver, se aproximou por trás, e deu um único e certeiro tiro na nuca de Vidal. Depois do tiro, Michel, empurrou o corpo com o pé, para que ele caísse no rio. Como o lugar é muito escuro e isolado, eles tiveram tempo suficiente para cometer o crime sem chamar a atenção de vizinhos.

Consumada a morte de Vidal, eles embarcaram no táxi e retornaram, passando novamente pelo Parque do Lago e seguindo pela Rua Santa Cruz. Quando chegaram à Perimetral Tancredo Neves, tiveram que fazer o retorno na altura da Rua Panambi, para então seguir novamente em direção ao Terminal Rodoviário e de de lá seguir em direção à cidade de Luiziana, onde pretendiam realizar um assalto.

Mas aí aconteceu mais um imprevisto. Devido a alta velocidade, Michel perdeu o controle da direção e acabou batendo com a roda no meio fio da calçada, bem em frente ao Terminal Rodoviário, estourando o pneu e danificando a roda. Sem condições de continuar a viagem, eles tomaram a direção da Estrada Boiadeira e, cerca de dois quilômetros adiante, eles saíram da estrada e entraram uma estrada de acesso ao Seminário Teológico Luterano, onde decidiram incendiar o veículo. Segundo Bodinho, Michel e Batatinha o obrigaram a colocar fogo no carro. “Você não fez nada até agora. Se você não colocar fogo nós te matamos”, ameaçaram eles. Depois de incendiarem o veículo, eles deixaram o local a pé e cada um tomou uma direção.

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Ao final da reconstituição, a delegada falou sobre as conclusões. “O trabalho foi muito proveitoso e serviu para conhecermos mais detalhes do crime. Os horários e os tempos são compatíveis e, depois de tudo, temos ainda mais convicção de que eles são responsáveis pela morte do taxista. Ainda faltam alguns detalhes, especialmente, o que aconteceu entre o embarque no Terminal Rodoviário e o momento em que o menor se junta ao grupo. As investigações continuam e isso vamos saber durante o curso do processo”, explicou Maria Nysa.