Polícia Civil de Campo Mourão desmancha quadrilha de estelionatários que agia na região
A Polícia Civil de Campo Mourão cumpriu na tarde desta quinta-feira (10), na cidade de Londrina, um mandado de prisão expedido contra Elizeu Xavier, 36 anos, natural de Laranjeiras do Sul. Ele é acusado de estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha e já vem aplicando golpes contra financeiras de cidades da região e até em outros estados há mais de um ano. A delegada que comandou a operação, Dr. Maria Nysa Moreira Nanni, explica que as investigações começaram há cerca de um ano, a partir de denúncias das vítimas. ‘Não foi fácil localizá-los, pois mudam constantemente de endereço para despistar os credores e a polícia’, diz.
Segundo a delegada, a quadrilha é muito bem organizada e, além de Elizeu Xavier, tem mais três pessoas no comando. Todas elas identificadas e com mandados de prisão expedidos, mas até o momento não foram localizadas. Entre eles, Rosana Aparecida da Silva Martins, já bastante conhecida nos meios policiais. Ela já foi presa duas vezes, uma em Londrina e outra em Paranaguá. Também tem um casal, Izac Gomes da Silva e Tatiane Mario Viana.
Com os objetos apreendidos na residência de Elizeu, como computadores, celulares e um caderno de anotações, a polícia espera chegar aos outros membros da quadrilha. ‘Além desses quatro que estão identificados e com os mandados de prisão expedidos, já estamos chegando a outros nomes, inclusive em outros estados’, informa Dra. Maria Nysa. ‘Conseguimos desarticular uma quadrilha muito bem organizada e ainda não temos o valor estimado do golpe, porque muitas vítimas não registraram os seus casos’, completa.
O golpe
A ação aplicada pela quadrilha baseava-se em propostas de empréstimos, preferencialmente para funcionários públicos, que eram entregues nas financeiras. ‘Não temos informações de como eles tinham acesso aos bancos de dados dos departamentos de pessoal de órgãos públicos, mas de posse das informações, escolhiam aleatoriamente pessoas e falsificavam os documentos, colocando fotografias de membros da quadrilha para dar credibilidade às propostas’, relata Dra. Maria Nysa. ‘Encontramos vários documentos em nome de outras pessoas com a foto de Rosana. Assim, esses processos para as transações, eram entregues nos escritórios das financeiras, que não desconfiavam de nada, já que toda a documentação exigida estava perfeita. Diante de um processo tão completo, os gerentes, confiavam e adiantavam a comissão para a quadrilha, que agiam como intermediários. O golpe só era descoberto quando chegava no banco, que fazia uma verificação mais criteriosa na documentação. Portanto, quem ficou com o prejuízo foram os agentes que adiantaram a comissão’, explica a delegada.
Os membros da quadrilha mantinham um alto padrão de vida. ‘Na residência do casal, Izac e Tatiana, em Londrina, encontramos vários objetos de luxo, vários televisores, várias geladeiras de alto padrão, carros de luxo, as filhas do casal estudam em escolas particulares, demonstrando muita ostentação.’
A delegada considera ainda que o prejuízo causado pela quadrilha é muito grande. ‘Só em Campo Mourão, pode passar de R$ 80 mil, mas é necessário que as vítimas registrem as suas queixas’, finaliza.
As fotos dos acusados, veiculados nesta reportagem, foram disponibilizadas pela Polícia Civil de Campo Mourão. E a delegada pede para quem tiver informações sobre eles ligar para o telefone da polícia civil, para que sejam presos mais rapidamente.
(Ari Mendonça)