Polícia Civil confirma que assassino gravou vídeo de Tatiane Jezualdo

A Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira (26), em coletiva à imprensa, a existência de um vídeo em que a jovem Tatiane Jezualdo aparece sendo agredida pelo colega de trabalho Anderson Oliveira.

Os detalhes do crime foram apresentados na delegacia de Campo Mourão. O caso ganhou repercussão devido à crueldade do assassino. Ele esquartejou o corpo da jovem e jogou em um rio, na cidade de Ubiratã.

Na coletiva, Amir Roberto Salmen – delegado-chefe da 16ª SDP de Campo Mourão – e Marino Marcelo Oliveira – delegado que acompanhou as buscas e a investigação-, revelaram sobre a existência do vídeo no celular do autor do crime, mas não forneceram detalhes do que as imagens mostram. Eles apenas disseram que Tatiane foi agredida e obrigada a retirar a roupa.

A investigação apurou que Anderson Oliveira saiu do turno de trabalho, no dia 03, mesmo dia do desaparecimento da jovem, de madrugada.

O rapaz foi até o ponto onde Tatiane rotineiramente pegava o transporte para a empresa e ofereceu carona a ela. A jovem teria aceitado a carona do colega de trabalho e teria comentado que estava de posse de uma foto em que Anderson aparecia com o carro da cooperativa atolado.

Após isso, Anderson levou Tatiane às margens do Rio Piquiri, onde o vídeo foi gravado. Ele a forçou a tirar a roupa e ainda a agrediu.

Segundo o inquérito, a jovem ainda implorou para não ser morta. A Polícia Civil não confirma se ela foi abusada sexualmente pelo assassino.

Anderson matou Tatiane esganada ainda no dia 03. Ao perceber que a jovem estava morta, ele a levou até a Comunidade São Pedro, às margens do Rio Carajás, em uma área que conhecia bem. Ele ateou fogo nas roupas da jovem e em alguns pertences.

Após o crime, o jovem foi trabalhar, mesmo estando de atestado médico. A polícia disse ainda que Anderson estava com um brinco e uma corrente da jovem morta, no dia em que foi preso.

A investigação apurou ainda que Anderson, de posse do celular da jovem morta, enviou uma mensagem de texto à mãe dela e se passando por Tatiane, dizendo que estava indo a Cafelândia.

O aparelho celular da vítima foi destruído pelo assassino em uma caldeira. O vídeo apreendido pela polícia no celular de Anderson tem mais de um minuto de gravação que foi anexada ao inquérito, já concluído e encaminhado à Justiça.

O detido permanece em uma cela isolada em Campo Mourão. Ele deve ser transferido nos próximos dias para que seja preservada a integridade física do mesmo, devido à revolta gerada na população com o crime.