Polícia Civil apresenta balanço com redução da criminalidade

Foram 15 homicídios e mais quatro latrocínios em 2018 – Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com
O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Gustavo Pinho Alves apresentou ontem um balanço das principais ocorrências policiais registradas de janeiro ao início deste mês de dezembro na cidade. Segundo ele, de um modo geral houve redução no índice de criminalidade, comparado com 2017.
“Em geral caiu o número de crimes em Campo Mourão, como os casos de roubos, com 26% a menos que em 2017. Isso demonstra que o trabalho preventivo da Polícia Militar e o investigativo da Polícia Civil, com a identificação dos envolvidos vem surtindo efeito”, declarou o delegado.
Também houve decréscimo nos roubos de veículo de 25%. Alves revela que foram 27 registros no ano passado, contra 20, de janeiro até 10 de dezembro. “Dos crimes contra o patrimônio, o único que teve um leve crescimento, foi o de furto, com 3% a mais. No entanto, esse tipo de ocorrência é o que temos dado prioridade no combate, juntamente com a Polícia Militar”, disse ele.
A maior dificuldade em combater os furtos está na própria legislação. Mesmo quando são presos pela polícia, a maioria dos criminosos são colocados novamente em liberdade. “Via de regra quem comete furtos simples ou qualificado não fica preso. Apesar disso, nossas equipes não medem esforços para identificar e prender esses criminosos”, afirma o delegado.
DROGAS
No que tange as prisões por tráfico de drogas, houve aumento de 8,75%, mas nesse caso o delegado aponta o número como positivo. “Mostra que a polícia tem intensificado o combate ao tráfico de drogas e o trabalho tem surtido efeito. Foram 137 quilos de maconha apreendidos em 2017 e 250 este ano, incluindo outros entorpecentes. O apoio da população fazendo denúncias também tem feito a diferença”, relata.
HOMICIDIOS E LATROCÍNIOS
Já os casos de homicídios e latrocínios continuam preocupantes. O delegado revela que no ano passado, a Polícia Civil computou 16 assassinatos e, em 2018, foram 15. “Foi um a menos este ano, mas é importante destacar que de todos esses, apenas três ainda não foram solucionados. Também tivemos quatro latrocínios de janeiro até agora e, apesar da equipe bastante reduzida que temos, todo os casos foram elucidados”, revelou.