Para Polícia Civil, mulher foi morta pelo marido na Vila Cândida

Os dois homens foram encaminhados para a delegacia por suspeitas de envolvimento no crime – Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com
Um áudio enviado por Silvana de Lara, 33 anos, à sua irmã, um dia antes de ser encontrada morta em sua residência, informando que se algo de ruim acontecesse com ela os responsáveis seriam seu marido e um amigo dele, ajudaram a Polícia Civil a esclarecer que a vítima foi assassinada pelo companheiro e não cometeu o suicídio, como indicava a cena do crime.
Silvana foi encontrada morta com um fio de varal enrolado ao pescoço na manhã de ontem na Vila Cândida. Assim que investigadores da Polícia Civil chegaram ao local já constataram indícios de que a mulher não havia se matado.
“Pela posição em que o corpo se encontrava dentro da residência e o local todo revirado, indicava que havia ocorrido uma briga ali, ou seja, as circunstâncias não apontavam para um suicídio”, revelou o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão Gustavo Pinho Alves.
Ao se aprofundar nas investigações, os policiais foram informados de que no domingo o casal havia discutido em um bar e ao chegar em casa eles haviam brigado. A mãe de Silvana, ao tentar separar a briga, também teria sido ferida pelo agressor. A Policia Militar chegou a ser acionada por moradores vizinhos.
Ao ter acesso ao celular de Silvana, mais uma prova do envolvimento de seu companheiro no crime. “Um dia antes de ser encontrada morta ela enviou um áudio para a irmã, onde contava que havia sido ameaçada pelo marido e por outro homem, amigo dele. Disse que se algo de ruim acontecesse com ela, os responsáveis seriam essas duas pessoas”, disse o delegado.
Com base nessas informações, a Polícia Civil deteve os dois suspeitos. “Constatamos também várias lesões pelo corpo do suspeito, o que reforça a tese de que houve luta corporal com a mulher. Ela disse que entrou em vias de fato com a esposa, mas nega o crime.” O companheiro da vítima foi indiciado por homicídio qualificado e seu amigo liberado por falta de provas, mas segundo o delegado, ele ainda poderá ser detido no decorrer das investigações, caso seja comprovado a sua participação no assassinato de Silvana.