Operação contra suspeitos de reaproveitar materiais cirúrgicos fez prisão em Campo Mourão

No Paraná, a operação acontece em Campo Mourão, Ivaiporã e Francisco Beltrão – Foto: Polícia Civil do Paraná
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu mandato de prisão nesta manhã em Campo Mourão e pelo menos em mais duas outras cidades do Estado, Ivaiporã e Francisco Beltrão, durante operação para combater o reaproveitamento de materiais cirúrgicos usados por médicos urologistas. A operação também se estende também no estado de Goiás, com buscas em Goiânia e Rio Verde.
Houve prisão em Campo Mourão, porém a Polícia Civil só vai conceder entrevista sobre o desenrolar da operação, em Curitiba. A operação acontece para cumprir 20 mandados judiciais em endereços relacionados a médicos urologistas do Paraná e Goiás.
Os alvos da ação são suspeitos de utilizar materiais cirúrgicos irregulares. Conforme apurou as investigações, cateteres e outros equipamentos, que deveriam ser descartados após uso único, eram utilizados em até 15 cirurgias.
Além dos médicos, uma instrumentadora cirúrgica e a secretária de um dos profissionais também são alvos da operação. As investigações constataram que ambas tinham conhecimento da ilicitude dos procedimentos.
AUTOCLAVE
A ação é um desdobramento da Operação “Autoclave”, deflagrada no mês de setembro deste ano, no Interior do Paraná. Na ocasião, a PCPR desmantelou um grupo criminoso envolvido com a adulteração, através de esterilização ilícita, de materiais descartáveis já utilizados por médicos em cirurgias urológicas. A operação resultou na apreensão de um vasto material reprocessado.
Em continuidade às investigações, a PCPR constatou que esses equipamentos cirúrgicos eram vendidos a médicos urologistas do Paraná e Goiás, com claro conhecimento de sua procedência irregular. Os materiais reaproveitados eram utilizados em cirurgias de pacientes particulares, resultando num lucro muito maior aos cirurgiões.
Conforme apurado, materiais que possuem um custo de R$ 1,2 mil eram adquiridos pelos profissionais da saúde por R$ 250 a R$ 300 e reutilizados muitas vezes. Ressalta-se que todos os equipamentos eram completamente descartáveis e nenhum órgão responsável pela área autoriza esterilização e reuso dos mesmos.
Os alvos da ação devem ser indiciados por associação criminosa, falsidade ideológica de documento particular e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
O delegado Alexandre Macorin fornecerá o resultado e outros detalhes referentes à operação na Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor na manhã desta quarta-feira (11).
(Com informações Bemparana)