Mulheres eram mantidas em cárcere privado e obrigadas a se prostituírem

A equipe da Polícia Civil de Ubiratã prendeu duas mulheres que supostamente estavam mantendo garotas em cárcere privado e obrigando-as a se prostituírem em uma boate localizada na periferia da cidade.
O delegado Barreto, que responde pela Delegacia de Polícia de Ubiratã, explicou que recebeu uma denúncia de que uma mulher estava sendo mantida em cárcere privado em uma casa de prostituição, e uma equipe se deslocou até o local e confirmou a denúncia.
“A equipe constatou que havia uma mulher trancada, vítima de cárcere privado, e que no local funcionava uma casa de prostituição, que as duas mulheres presas estavam administrando, e que as garotas de programa estavam presas no local e obrigadas a fazerem programas sexuais” – salientou o delegado, dizendo que o dinheiro dos programas era repassado a uma mulher, que por sua vez repassava a outra, que já estava presa na cadeia de Ubiratã por outro crime – abandono de incapaz.
As duas mulheres presas irão responder por cárcere privado, manutenção de casa de prostituição e favorecimento à prostituição. A mulher que ficava com o dinheiro deverá responder também por rufianismo (tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça).
No local foi constatado também a presença de diversos animais em situação de abandono, oque deverá gerar também uma denúncia por maus tratos a animais.
Uma das mulheres presas, M.A.C., disse estar sendo vítima de uma armação de seu ex-marido, e garante que no local realmente funcionava uma boate, mas que foi fechada pelo delegado Bradock há um ano e meio, e que agora funciona somente um bar. Ela alega que a garota encontrada em suposto cárcere privado é uma pessoa que ela ajuda e que não fica trancada. (Goionews – Com informações e foto de Portal do Piquiri).