Mulher agredida descobre que marido tem mais de 100 passagens pela polícia

Quando por volta das 22h30 deste domingo (13), os policiais militares Lourenço  e Elias, se deslocaram até  à Rua Florianópolis, no Jardim Santa Nilce II, em Campo Mourão, para atender uma situação de Lei Maria da Penha, não imaginavam quem estariam prendendo.

No local, a senhora  M. L. informou que seu ex-marido, R. S., chegou à residência embriagado e a agrediu, juntamente com sua filha e fugiu em seguida. A vítima informou aos policiais que já vinha sendo agredida e ameaçada há algum tempo. Além disso, ela acusou R.S. de assediar sua filha mais nova, de apenas 7 anos.

Confirmada a agressão, os policiais realizaram buscas na tentativa de localizar  R.S.  Pouco tempo depois, a equipe abordou um indivíduo com as características repassadas pelas vítimas. Foi aí que começaram as surpresas. O suspeito estava usando identidade com nome falso.

Ao ser abordado, ele apresentou a identidade em nome de R. S., mas durante o deslocamento para a delegacia, ”R.” confirmou que estava usando identidade falsa e que seu nome seria D. O., mas não apresentou nenhum tipo de documentação que a comprovasse. Diante da situação ele foi encaminhado para a 16ª SDP para as medidas cabíveis.

Na manhã desta segunda feira (14) o superintendente, Claudinei Pereira descobriu a verdadeira identidade de ‘R.S.’ ou ‘D.O.’. Na verdade trata-se de E.D.C, 36 anos, conhecido como “Xuxa” ou “Xuxinha”.

A maior surpresa, no entanto, veio ao consultar a ficha criminal de “Xuxa”,  foram encontradas 34 passagens por roubo à mão armada, 54 por furto, 3 homicídios, 3 mandatos de prisão em aberto, além de estar foragido do sistema prisional do Mato Grosso. “Eu estava no regime semi-aberto, fui para Santos e há 3 anos estou em Campo Mourão”, conta. ‘Eu estava sossegado por aqui, mas por causa de uma bebedeira acabei caindo’, lamenta. Perguntado sobre a pena a cumprir ele disse que tem a pagar até 2028, ‘mas agora com tudo unificado, talvez saia antes.”

Já as vítimas disseram que não tinham conhecimento do passado de “Xuxa”. “Ele sempre se apresentou como sendo David e para nós estava tudo bem”, disse uma das filhas de M.A. “Nunca imaginava que ele tivesse um passado como esse”, completou.

O delegado chefe da 16ª SDP, José Aparecido Jacovós, informou que além de ter de pagar pelos crimes que cometeu no Mato Grosso, ainda vai responder por falsidade ideológica e pela agressão às mulheres, com base na Lei Maria da Penha. ‘É mais um registro que aumentar ainda mais a sua extensa ficha criminal’, comenta o delegado.