Mini presídio deverá ser construído no Cidade Nova

Existe um consenso a respeito da importância e necessidade da construção do Centro de Detenção Provisória em Campo Mourão, já que a cadeia pública tem capacidade para cerca de 70 detentos e atualmente abriga aproximadamente 250. A super população carcerária e as condições inadequadas tornam a cadeia um verdadeiro “barril de pólvora”, na avaliação das autoridades, que chama ainda a atenção para o fato de estar localizada na área central da cidade.

O tema foi amplamente discutido durante mais de duas horas na noite desta terça-feira durante uma Audiência Pública que a Comissão de Méritos Temáticos da Câmara de Vereadores de Campo Mourão realizou no anfiteatro da Faculdade Integrado, logo após a sessão ordinária do Poder Legislativo.

Uma chácara com aproximadamente cinco alqueires, localizada nas imediações do jardim Cidade Nova, foi disponibilizada pela Prefeitura para a implantação do CDP. Por outro lado, o Governo do Estado já manifestou que a execução da obra em Campo Mourão é prioridade e existe disponibilidade dos recursos financeiros necessários. Porém, os moradores dos bairros mais próximos a área disponibilizada pela Prefeitura não se mostram satisfeitos pela futura proximidade com o presídio. Também alegam que a área já foi “brindada” com um cemitério, enquanto as obras reivindicadas pelos moradores da área não acontecem.

O juiz Juliano Albino Manica explicou que os problemas relacionados a população carcerária sempre foram resolvidos com soluções imediatistas em Campo Mourão, mas que a situação agora exige medidas que realmente equacionem a questão. Lembrou que até 2004, o número médio de presos na cadeia da cidade girava em torno de 100, enquanto esse número agora gira em torno de 250.

A audiência pública foi presidida pelo vereador Edoel Rocha e contou com a participação de representantes do Poder Judiciário, OAB, Município, Conselho de Segurança (Conseg), 11º Batalhão de Polícia Militar, 16ª Subdivisão Policial e de associações de moradores. Lideranças empresariais e comunitárias, acadêmicos e professores do curso de Direito da Faculdade Integrado e populares praticamente lotaram o auditório.