Laudos confirmam confissão do zelador que assassinou duas garotas em colégio de Campo Mourão
O caso de Raimundo Gregório da Silva, 56 anos, conhecido por Ivan, o terrível, ex-zelador do Colégio Vinícius de Moraes, que fica no Conjunto Cohapar, bairro de Campo Mourão, finalmente chega a uma conclusão. Ivan foi preso em agosto de 2010, após a Polícia Civil descobrir que ele assassinou duas garotas que estavam desaparecidas desde 2009. O delegado chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, José Aparecido Jacovós, recebeu nesta terça-feira (25) os laudos da criminalística de Curitiba, comprovando que as ossadas encontradas pela polícia, na fossa do colégio onde residia o caseiro, realmente são das estudantes Dimitria Laura Vieira Gênero, 16 anos e Iara Pacheco de Oliveira, 20 anos.
Jacovós afirma que já tinha certeza que se tratava dos corpos das estudantes. ‘Ainda em agosto de 2010, após buscas na casa do zelador, encontramos o celular de uma das vítimas. Mais tarde, no forro do colégio, encontramos as roupas e documentos das vítimas e ainda contávamos também com a confissão do acusado, que deu detalhes dos assassinatos, revelando onde havia enterrado, desenterrado, colocado fogo e finalmente dispensado os corpos na fossa do Colégio’, acrescenta o delegado chefe.
Segundo o delegado Jacovós, o julgamento de Raimundo Gregório da Silva, toma um rumo mais ‘célere’. ‘Inclusive já está marcado para amanhã (quarta-feira 26) o interrogatório do réu em juízo, e com apresentação da materialidade, o conjunto probatório fica mais robusto, podendo o acusado ser condenado até 60 anos de prisão, face tratar-se de crime hediondo, praticado com requintes de crueldade’, explica.
Os laudos foram emitidos a partir de amostras colhidas dos genitores das vítimas, com indíces de resultados positivos em 99,99%.
Depois de mais de um ano preso, em cela separada no mini presídio de Campo Mourão, Ivan se diz arrependido. ‘Me arrependo desde o primeiro dia que fiz isso. Agora tenho que pagar pelo que fiz. Mas a minha intenção sempre foi ajudar. Não queria ver elas nas drogas’, declarou para a reportagem do Tásabendo.com na tarde desta terça-feira.
(Fernando Lorenzzo)