Homicídios ligados ao tráfico de drogas são os mais difíceis de serem esclarecidos, diz delegado

Ainda há os corajosos que denunciam de forma anônima, diz o delegado – Foto: João Silvestrin/Tasabendo.com
Apenas neste ano Campo Mourão já registrou nove homicídios, quase a metade de todo o ano de 2024, que terminou com 20 assassinatos. A Polícia Civil tem trabalhado firme com as investigações para tentar colocar os autores atrás das grades.
No entanto, quando o crime está ligado ao tráfico de drogas – a maioria tem essa motivação -, a dificuldade nas investigações aumenta para a polícia, conforme explica o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Nilson Rodrigues.
“A maior dificuldade em elucidar os crimes de tráfico de drogas é coletar as informações das testemunhas. Ninguém quer falar o que sabe”, explica o delegado. Mas ainda assim, de forma anônima, há quem auxilie as equipes de investigação.
O delegado agradece esse apoio externo, que tanto ajuda nos esclarecimentos dos crimes contra a vida. “Se por muito lado muitos se omitem, por medo, por outro temos alguns corajosos que colaboram, e muito. Dos oito homicídios que tivemos e um infanticídio, quatro já foram esclarecidos, a maioria pelo apoio de pessoas no anonimato, os quais muito agradecemos”, reconhece o delegado.
Nos casos de crimes já esclarecidos, a polícia prepara os inquéritos para requerer as prisões preventivas junto ao judiciário. Por enquanto ninguém foi preso. “Os crimes ainda não esclarecidos já estão com o processo de investigação adiantados, com nomes e endereços de suspeitos. Não tenho dúvidas que em breve teremos a resposta para todos esses homicídios. As pessoas não suportam mais”, afirmou.
Rodrigues orienta ainda as pessoas a instalar câmeras de monitoramento nas residências, acessório que além de auxiliar na proteção dos imóveis, também ajuda a polícia a identificar os criminosos.
“Quem pode instalar câmeras de alta resolução saiba que ajuda muito. Muitos crimes são esclarecidos por meio de imagens que conseguimos de suspeitos passando na rua, seja a pé, de moto ou carro. Por isso reforçamos que o apoio da comunidade é muito importante para a polícia.”