Família contesta morte de jovem baleado pela polícia em Peabiru

A família de Rogério Costa, 27, que morreu depois de ser baleado em um confronto com a Polícia Militar de Peabiru está contestando algumas informações sobre a sua morte, que foi comunicada na sexta-feira, 23. Uma prima de Rogério entrou em contato com o radialista Gerson de Brito e disse que o corpo estava aparência típica de que a morte tinha ocorrido há mais tempo.

Outra contestação foi sobre os ferimentos que o corpo apresentava, com a alegação de que além de baleado, Rogério poderia ter sido também espancado. Todavia as escoriações podem ser explicadas pela perseguição que houve antes de sua prisão.

O caso teve inicio às 16 horas durante uma abordagem de rotina no posto da Polícia Rodoviária Estadual de Peabiru. Policiais Rodoviários desconfiados da atitude de um dos ocupantes do veículo abordado pediram para que o suspeito saísse do veiculo e em seguida o encaminharam para verificação dos dados pessoais. Neste momento, percebendo que iria ser descoberto, o suspeito pulou uma janela do módulo policial do BPRV e se embrenhou em uma mata próxima, deixando no carro a esposa, um tio e uma tia.

A Polícia Militar foi acionada e fez um cerco à mata, mas Rogério conseguiu chegar até o Parque Industrial de Peabiru, onde foi encurralado no início da noite. Quando foi abordado, ele teria pegado uma barra de ferro e tentado atingir um policial, que reagiu e efetuou um disparo, que atingiu Rogério na altura da cintura.

Rogério Costa foi socorrido e encaminhado para o Posto de Saúde de Peabiru e em seguida para a Santa Casa de Campo Mourão, onde morreu, tendo o corpo sido encaminhado para o Instituto Médico Legal de Campo Mourão, que o liberou para familiares residentes em Quarto Centenário.

A polícia descobriu que Rogério fugiu durante a abordagem feita pela Polícia Rodoviária Estadual porque era foragido do sistema prisional de Minas Gerais. (Goionews)