Enfermeira acusada de agredir adolescente com paralisia é presa
A técnica de enfermagem acusada de maltratar um adolescente de 16 anos com paralisia cerebral foi presa em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta segunda-feira (14). Orotildes de Fátima Lara Vaz, de 52 anos, foi flagrada por câmeras de segurança, em abril deste ano, agredindo o garoto, que não consegue se mexer.
Ela compareceu a uma audiência no Fórum de Colombo na tarde de hoje e, como já estava com um mandado de prisão em aberto, foi detida e deve ser encaminhada para a Delegacia do Alto Maracanã. A mãe da vítima, Maria Aparecida de Souza, prestou depoimento na frente da acusada.
“Eu fiz questão de falar na cara dela e ainda falei que, se ela quisesse, poderia me desmentir ou ser humana uma vez na vida e admitir o que fez. Mas ela ficou calada, do começo ao fim, não disse nem por que fez aquilo”, disse a mãe, em entrevista à Banda B.
Orotildes trabalhava para a família há um ano quando o caso foi descoberto. “O meu filho aparecia com um arranhão, um roxo no braço e os sinais de agressão foram aumentando. Nós começamos a desconfiar e descobrimos, a partir das câmeras, que ela machucava ele com frequência, puxava a orelha, batia e chegou a abusar dele sexualmente”, completou Maria Aparecida.
A técnica de enfermagem foi encaminhada para a Delegacia do Alto Maracanã.
Entenda o caso
A família do adolescente, que mora em Colombo, acusou a técnica de enfermagem de maltratá-lo enquanto estava na casa para cuidar dele. Para comprovar as agressões, uma câmera de segurança foi instalada, que flagrou o momento em que ela puxa o cabelo e dá tapas no rosto do adolescente, que não reage e passa o tempo todo na cama por causa da paralisia cerebral.
“Quando assisti não conseguia parar de chorar”, disse Maria Aparecida de Souza, mãe do menino, em entrevista à Banda B na época da denúncia.. Ela contou que começou a desconfiar devido a machucados que apareceram no corpo de seu filho. “Eram em locais em que só podia ter sido uma agressão. Nós gravamos e comprovamos que ela estava machucando o nosso menino”, contou.
Ainda de acordo com a mãe, o menino era atendido por três enfermeiras indicadas por um plano de saúde. “As agressões aconteciam apenas por essa. Eu espero que ela seja punida”, concluiu.