Encontrado possível cativeiro onde Tatiane Jezualdo foi morta
Dois meses após a morte de Tatiane Jezualdo em Ubiratã, o crime continua guardando mistérios. Um deles acaba de ser desvendado, a polícia inicialmente apresentou a tese de que Tatiane havia sido morta no mesmo dia em que desapareceu, em 3 de Junho, mas o trabalho de investigação mudou de rumo junto com a colheita de milho.
Um suposto cativeiro foi descoberto pelos agricultores que contaram detalhes dessa história. Ao se deparar com a cena o agricultor disse que não teve dúvida de que aquele foi o lugar para onde Tatiane foi levada.
O cativeiro é um lugar no meio do nada, distante de tudo. No local não há estradas, água e o milho estava alto. A única divisa era com a mata. O esconderijo perfeito para um crime tão bárbaro.
No local ainda há vestígios. Restos de uma fogueira, provavelmente para aquecer a comida. Cabos de vassoura em pedacinhos, várias garrafas, inclusive de vinho, sacolas, papel higiênico e até mesmo um pedaço de uma marmita, com duas facas. Supõe-se que mais alguma pessoa possa ter estado no local com o assassino, já que ele não daria uma faca a uma pessoa sequestrada. Até uma barraca foi armada no local do suposto cativeiro.
A suspeita, devido a grande quantidade de resíduos, é de que Tatiane foi mantida em cativeiro por alguns dias, antes de ser morta, esquartejada e jogada no rio, que fica aproximadamente a 500 metros do local onde o acampamento foi improvisado.
As pistas também levam a crer que Anderson de Oliveira pode ter contado com a ajuda de outra ou de outras pessoas.
Anderson continua preso em Campo Mourão. A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou ao Ministério Público que por sua vez ofereceu a denúncia, mas depois disso, nada mais avançou. A Polícia Civil de Campo Mourão não se pronunciou mais sobre o caso.