Empresa de Campo Mourão é suspeita de espionagem e pirataria
Em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem (16), o delegado chefe da 16ª Subdivisão Policial, Nagib Nassif Palma, anunciou que está em andamento um processo investigativo em conjunto com a delegacia de Marialva para apurar possível caso de espionagem e pirataria.
Segundo Nassif, foram apreendidos mais de uma tonelada de produtos de uma indústria mourãoense, suspeita de comprar projetos surrupiados de uma empresa de Marialva e de piratear peças (grampos, espaçadores, separadores, etc) usadas em cabos de alta tensão.
O delegado explica que um funcionário que trabalhou muito tempo em uma empresa de Marialva teria furtado os projetos desenvolvidos por aquela empresa e vendido para outras empresas, entre elas, uma de Campo Mourão.
De acordo com Nassif, trata-se da suspeita de “concorrência desleal, questão de patente, autorização para fazer determinados desenhos, furto de material de outra empresa, e talvez uma associação criminosa neste sentido”.
Responsável pelo caso em Marialva, o delegado Adriano Evangelista, teria, até o momento, contabilizado um prejuízo de R$ 6 milhões para a empresa lesada, pois esta teria investido anos na criação de seus produtos.
O material apreendido em Campo Mourão será encaminhado para a delegacia de Marialva e ficará a disposição de peritos para avaliação. O caso tem desdobramentos criminal e cível. “É um crime de natureza bem específica, é tipo uma espionagem industrial”, diz Nassif.
Segundo o delegado de Campo Mourão, ninguém foi preso porque é um caso que precisa ser investigado e que o tempo necessário para apurar os fatos, é bem superior ao prazo de flagrante.



