Em 2008, pedagoga aplicou um golpe em uma idosa na cidade Curitiba

A pedagoga Mirian Vitor Lopes, de 36 anos, acusada de tentativa de extorsão contra um casal de médicos de Campo Mourão, voltou a ser presa na semana passada, acusada de estelionato. Ela teria roubado o talão de cheques de sua patroa, uma dentista, para qual trabalhava desde maio deste ano, e distribuído 28 folhas de cheques, causando um prejuízo de mais de R$10 mil.

Quando foi acusada da tentativa de extorsão, Mirian não ficou presa, porque a justiça considerou que ela não oferecia riscos à sociedade. Entretanto pouco tempo depois, conseguiu um emprego. Não demorou muito, pegou as folhas de cheque da patroa. Conforme explica a policial que a investigou, ‘ela é muito inteligente e sabe conquistar a confiança das pessoas.’

Apesar de todas as provas, também desta vez, Mirian não ficou presa. Na sexta-feira (02) ela foi solta, por que o juiz entendeu que a situação não configurava flagrante, pois ela havia emitido os cheques em datas anteriores. Mas, a polícia não entende assim, já que ela emitiu cheques há poucos dias. Diante disso, a delegada responsável pelo caso, Dra. Maria Nysa Moreira Nanni, vai juntar os dois processos e mais um terceiro, que aconteceu em 2008, na cidade de Curitiba, para tentar convencer o juiz da necessidade de manter Mirian presa.

Golpe contra idosa

Ao pesquisar a ficha criminal de Mirian, a polícia encontrou o registro de uma ocorrência em novembro de 2008 na cidade de Curitiba. Mirian, na época com 33 anos, foi contratada para cuidar de uma aposentada de 67 anos. O carinho e atenção que ela dispensava à idosa não passavam de uma farsa. Com a confiança conquistada junto à idosa e sua família, ele teve acesso às senhas das contas bancárias e dos cartões de crédito.

Um dos filhos da aposentada, desconfiado das compras e saques de grande valor que estavam aparecendo na conta de sua mãe, denunciou Mirian à polícia. De posse das senhas ela chegou a gastar mais de R$ 10 mil em viagens, compra de móveis e saques em dinheiro. Ao ter conhecimento de que havia sido denunciada, Mirian foi até a delegacia e usando um nome falso, se identificou como nora da aposentada, dizendo que iria retirar a queixa, porque tudo não passava de um mal entendido.

Os policiais, desconfiados, pediram os seus documentos pessoais. Ao invés de apresentá-los, ela fugiu da delegacia, mas foi alcançada logo depois. Mirian confirmou os saques e as compras em nome da idosa e disse que tinha intenção de pagar o prejuízo. “Fui até o Rio de Janeiro, para participar de um encontro na Igreja que frequento. Eles vão me ajudar a pagar”, contou ela na época. Com a descoberta da farsa, ela foi presa em flagrante, no 2° Distrito (Rebouças), indiciada por falsidade ideológica, furto e estelionato.

(Ari Mendonça)