Dois adolescentes de 15 anos são presos acusados de assassinar jovem no domingo

As Polícias Militar e Civil de Campo Mourão encontraram os responsáveis pelo assassinato de Anderson Paz da Silva, 18 anos, ocorrido no no último domingo, na saída para Araruna. São dois adolescentes de 15 anos. Segundo a polícia, eles foram presos em flagrante. Na casa onde um deles foi apreendido, também foi encontrado a arma usada no crime. Nenhum deles nega que estava presente na hora do homicídio, mas também não confessaram, ou seja, um joga para o outro.

O proprietário da arma, que foi de bicicleta até o local do crime, conta que sempre apanhava da vítima e era constantemente ameaçado, mas afirma que não matou. ‘Eu dei um tiro na mão dele, o outro é que estava com a arma e atirou pra matar. Ele já havia planejado tudo. Vou pagar o que devo, mas não vou assumir a culpa dos outros’, relatou à reportagem do Tásabendo.com na tarde desta terça-feira (18).

O outro, que foi apreendido enquanto estudava, deu carona para o jovem assassinado em uma motocicleta, mas também afirma que não o matou.

O delegado chefe da 16ª Delegacia de Polícia Civil, José Aparecido Jacovós, e o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, Geraldo Moliani, apresentaram os menores infratores. ‘O crime está totalmente elucidado. Apesar de terem apenas 15 anos, ficarão detidos no Cense até completarem a idade adulta. Mas precisa ficar claro que aqui em Campo Mourão não há impunidade para menor infrator. As polícias Civil e Militar colocam na cadeia quem comete crime, não importa a idade’,  enfatiza Jacovós.

Para o delegado, ver adolescentes cometendo esse tipo de crime é reflexo de uma sociedade desequilibrada. ‘A gente fica surpreso, mesmo depois de tantos anos, quando vê garotos assassinando outro de praticamente a mesma idade. Falta acompanhamento dos pais, não que seja culpa deles que muitas vezes precisam ficar o dia todo trabalhando, e os filhos são em diversas vezes adotados por traficantes’, comenta.

O comandante da PM salienta a importância da participação da sociedade com as denúncias. ‘As informações anônimas repassadas pela sociedade tem ajudado muito a solucionar esses casos, e este foi um exemplo, quando alguém teve a coragem de informar o paradeiro dos possíveis assassinos’, agradece Moliani.