Denunciados no escândalo da Assembleia podem pegar 297 anos de prisão
O Ministério Público do Paraná denunciou nesta segunda-feira (3) nove pessoas envolvidas no esquema de contratação de funcionários fantasmas e desvios de dinheiro da Assembleia Legislativa do Paraná. Todos os fatos referem-se à contratação de parentes do funcionário João Leal de Matos, lotado na Diretoria Geral, que teria gerado prejuízo, em valores não atualizados, de mais de R$ 13 milhões.
Matos e os ex-diretores Abib Miguel (Diretoria Geral), José Ary Nassiff (Diretoria Administrativa) e Cláudio Marques da Silva (Diretoria de Pessoal) foram denunciados por formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Abib e Leal de Matos foram acusados por 1182 crimes de peculato (referentes ao número de vezes que houve desvio dos cofres públicos a pretexto de pagamento a cada um dos familiares do núcleo Leal). Iara Rosane da Silva Matos, Priscila da Silva Matos Peixoto, Maria José da Silva, Nair Teresinha da Silva Schibicheski e José Ricardo da Silva, todos parentes de Matos (esposa, filha, sogra e cunhados, respectivamente), foram denunciados por peculato.
Caso os quatro primeiros denunciados sejam condenados pelos crimes que lhes foram imputados, a pena pode variar de 42 anos e dez meses a 297 anos e seis meses de prisão.