Delegado fala sobre investigação dos últimos homicídios em Campo Mourão

Campo Mourão registrou três homicídios nos úlitmos dias – Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com

O mês de outubro começou violento em Campo Mourão. Entre quarta-feira (3) e sábado (6) da semana passada, foram registrados três homicídios na cidade.  As vítimas foram uma mulher de 60 anos, vítima de latrocínio no jardim Paulista e dois homens, um assassinado enquanto trabalhava em uma obra de construção civil no jardim Albuquerque e o outro acabou alvejado em um bar, onde estava com sua mulher, na avenida Ney Braga, perto da praça do jardim Ilha Bela.

O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Gustavo de Pinho Alves disse que a investigação está avançada em todos esses casos. “Temos alguns suspeitos identificados e agora precisamos chegar até eles para desvendar esses crimes”, disse o delegado.

Os dois homens mortos não eram moradores de Campo Mourão. O pedreiro, identificado por Josemar, era natural de Peabiru, enquanto o rapaz morto em um bar, perto do cemitério era de Mamborê. “Os dois tinham várias passagens pela polícia. A vítima de Peabiru teria participado de um homicídio recente naquela cidade e pode ter sido morto por vingança, além de outra hipótese que pode ser dívida com o tráfico de drogas”, declarou o delegado.

Já o rapaz morto em um bar, no sábado à noite, Vitor Manoel de Lima, 18, veio de Mamborê acompanhado da esposa para votar no domingo em Campo Mourão. Ele foi surpreendido enquanto bebia na companhia da esposa em um bar, próximo da pracinha do Ilha Bela.

“Dois homens chegaram em uma moto, desceram e foram em direção a ele e sua esposa, que estavam no bar. Depois de trocar umas palavras com a mulher, um deles disparou contra o Vitor. Um outro rapaz também foi ferido com um dos tiros”, contou o delegado.

O morador de Mamborê também tinha passagens por tráfico de drogas, roubos e homicídio.  Familiares informaram à polícia que ele já havia sido jurado de morte. “Outra hipótese é de crime passional. Ele já teria sido ameaçado por um ex-companheiro de sua esposa”, afirmou Alves.

Já o latrocínio de Tereza Bernardete da Silva, 60 anos, ocorrido na quarta-feira da semana passada já está esclarecido. O rapaz autor do crime se apresentou na delegacia e negou latrocínio. Disse que primeiro foi atacado por Tereza que estava armada com uma faca. “Essa versão é muito frágil e não condiz com a forma como o corpo foi encontrado. A vítima foi morta a facadas e teve o dinheiro e documentos roubados. Foi latrocínio”, disse o delegado.

Tereza foi morta e o corpo foi deixado embaixo de uma cama, na casa de uma conhecida sua, onde ela passava a noite. O autor do crime é neto da dona da casa e mora no mesmo quintal. A moradora autorizou que Tereza passasse a noite em sua casa, mas ela precisou pernoitar fora por ser cuidadora de um idoso. “Nos próximos dias será solucionado todos esses homicídios”, concluiu o delegado.