Delegado alerta proprietários de casas noturnas sobre o cumprimento das normas de segurança

Proprietários e administradores das casas noturnas de Campo Mourão reuniram-se na tarde desta terça-feira (5) com o delegado-chefe da 16ª SDP, Dr. José Aparecido Jacovós, para discutirem o cumprimento das normas de segurança exigidas para o funcionamento destas casas.

Jacovós explicou para os empresários que mesmo apresentando o alvará expedido pela Prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros estarão sujeitos às normas exigidas pela Polícia Civil para que abram as portas para receber o público. “Vamos fiscalizar todas as casas e caso não se enquadrem em nossas exigências vamos interditá-las”, enfatizou. “Se for uma falha grave será interditada imediatamente e caso sejam falhas em que seja possível, daremos prazo para a adequação do estabelecimento”, completou o delegado.

Já os empresários argumentaram que os alvarás fornecidos pelos outros órgãos atestam o cumprimento das normas exigidas. Mas o delegado explicou que cabe à polícia civil fiscalizar as condições de segurança ‘para que as pessoas possam frequentar um estabelecimento, se divertir e voltar para casa com tranquilidade’.

Outra questão cobrada por Jacovós foi quanto à qualificação dos seguranças. “Vamos fiscalizar essas empresas para saber se tem autorização da Polícia Federal e se seus homens têm treinamento para exercer a função”, alertou. “Um segurança tem de estar bem preparado para saber o que acontece à sua volta. A falta de preparo ficou evidente em Santa Maria, quando mesmo vendo a quantidade de pessoas querendo deixar do local, eles impediram a saída, exigindo o pagamento da conta”. Para Jacovós além do preparo tem de haver a comunicação entre os seguranças, para que queles que estejam do lado de fora saibam o que acontece lá dentro.

Jacovós explicou que essas ações estão de acordo com as instruções recebidas da Secretaria de Segurança para evitar que tragédias como a do Rio Grande do Sul aconteçam no estado. Já quanto a superlotação, entrada de menores sem autorização e venda de bebidas, também serão fiscalizadas e serão consideradas como crime. “Essa é uma outra situação, pois os responsáveis pelas casas responderão criminalmente”, salientou o delegado.