Crimes na Chácara: Polícia Civil faz prisão e começa esclarecer os fatos

“Ele disse que matou para vingar a morte do Elvis”, disse o delegado-chefe da 16ª SDP, Nilson Rodrigues – Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com

A Polícia Civil de Campo Mourão prendeu nesse fim de semana, um rapaz de 18 anos, o qual confessou ter matado José Ricardo Grendel, 40 anos, que seria o homem encontrado carbonizado em uma residência queimada na chácara, às margens do anel viário no início desse mês.

No mesmo local também foi morto o jovem especial Elvis Huda dos Santos, 24 anos. O corpo dele foi jogado em um poço de mais de 20 metros.

O rapaz especial foi visto pela última vez no dia 10 de julho, supostamente na mesma data em que foi morto. No dia seguinte uma casa na chácara pegou fogo e o corpo de um homem foi localizado em um quarto, carbonizado.

A polícia foi informada em seguida, de forma anônima que outro corpo estava dentro do poço. As buscas começaram e quatro dias depois o corpo de Elvis foi resgatado.

“Desde então as investigações passaram a acontecer de forma ininterrupta, até que nesse domingo, os investigadores chegaram até um dos suspeitos. Ele foi ouvido na delegacia e confessou ter matado o Grendel. Disse que matou para vingar a morte do Elvis”, contou o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Nilson Rodrigues.

O rapaz preso, de iniciais J.F.G.R., 18 anos, disse em depoimento que conhecia Elvis, jovem especial muito querido por todos no bairro Avelino Piacentini. Ao saber de seu desaparecimento, o rapaz declarou que saiu à procura.

“Ao ficar sabendo que o Elvis teria sido visto com o Grendel, na tarde em que desapareceu, ele foi até a chácara do suspeito. Como o mesmo não estava na chácara, ele disse que voltou a noite e então o encontrou com a camisa com manchas de sangue. Segundo ele, o Grendel confirmou o assassinato do Elvis e até apontou o poço, onde jogou o corpo”, relatou o delegado.

O próprio Grendel, segundo o rapaz declarou na delegacia, pediu para que o matassem. “Foi então que ele pegou uma faca na cozinha e o golpeou várias vezes. Em seguida, levou o corpo sobre uma cama e ateou fogo na casa”, afirmou o delegado.

Para o delegado, J.F.G.R. não agiu sozinho. “Inclusive ele disse que o Grendel falou ‘Podem me matar’, o que caracteriza que ele não estava sozinho, porém o mesmo não fala de outros nomes. O caso agora continua sendo investigado, pois ainda nem sabemos se o corpo carbonizado é realmente do Grendel. Apenas após o exame de DNA é que podemos concluir se realmente é ele que foi morto naquela casa.”

Sobre as circunstâncias da morte de Elvis o delegado disse que não é possível concluir nada no momento. “È difícil afirmar alguma coisa, pois os dois que estavam na chácara morreram”, completa.